08 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Estado e AHB

A Secretaria de Estado da Saúde informou durante reunião anteontem com dirigentes da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) que dará todo o suporte necessário para que o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel continuem funcionando. Porém, não foi sinalizado nenhum aporte imediato. A pasta não quer se adiantar com comprometimento financeiro enquanto não tiver o inventário em mãos.

? Déficit milionário

O que o Estado já sabe, e os bauruenses também, é que a situação é dificílima. Por mês, a associação registra déficit de R$ 1,8 milhão. No início deste mês, o Estado depositou R$ 3 milhões nas contas da associação. O aporte só minimizou as contas que já estavam defasadas. A entidade calcula que sejam necessários R$ 2,6 milhões a mais todo mês para continuar mantendo o atendimento à população.

? Dívida crescente

Ou seja, a situação é gravíssima e o rombo de R$ 1,8 milhão se avoluma mês a mês. Não há sinalização de que a hemorragia financeira será estancada. Com esses números não é preciso inventário para saber que o caso é de insolvência. Mas tem mais conta. Absurdo como as autoridades e as entidades locais mostram pouca movimentação para o tamanho da crise.

? R$ 83 milhões

E a AHB ainda deve começar a ter de pagar no próximo semestre o refinanciamento da dívida de R$ 83 milhões em tributos federais, em 180 meses. O valor mensal das parcelas é calculado em R$ 370 mil. Ou seja, o déficit vai passar de R$ 2 milhões. Não precisa nenhum esforço para entender que alguns serviços, reparos ou fornecedores estão sendo sacrificados em razão do déficit.

? Casa de passagem

O vereador Amarildo de Oliveira (PPS) se reuniu anteontem com representantes do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru (Convep) e da União Pastoral (UP). A ideia do grupo é criar uma casa de passagem na cidade para acompanhar dependentes químicos para posterior encaminhamento a entidades terapêuticas.

? Atenção à família

Mas a discussão inicial ampliou o tema e os próprios participantes do encontro abordaram que não haverá de ser eficiente nenhum esforço que retire por apenas algum tempo os dependentes das ruas. O ideal é buscar atenção que dê suporte à família. Sem integrar as ações, o atendimento corre o risco de ser mais um paliativo, por mais boa intenção que algumas entidades tenham.

? Bomba misteriosa

O DAE trocou a bomba do Núcleo Beija Flor. Agora falta informar, esclarecer melhor à população, por que o equipamento instalado em abril do ano passado, ou seja, com menos de um ano de uso, já pifou. A presidência disse que enviou a bomba para a Ebara (fabricante) abrir e de lá deverá sair uma posição.

? Dinheiro em caixa

Outro fato que a autarquia terá de se preparar muito para enfrentar é a vontade de aumentar o valor da tarifa de água e esgoto. O DAE acumula receitas sucessivas, nos últimos anos, superiores aos orçamentos que teve em mãos. Em 2010, por sinal, a autarquia contou com R$ 4,8 milhões acima do previsto no caixa. O valor consumido com energia elétrica é o mesmo de 2009. Então, por que precisaria aumentar tarifa?