11 de julho de 2026
Nacional

PF adia pela quarta vez conclusão de inquérito que investiga caso Erenice

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A Polícia Federal vai adiar pela quarta vez a conclusão do inquérito que investiga suposto tráfico de influência de Erenice Guerra e seus familiares na Casa Civil. A PF escolheu como um alvos dessa fase a atuação do marido da ex-ministra.

Braço direito da presidente Dilma Rousseff na gestão passada, Erenice deixou o governo no mesmo dia em que reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que a ex-ministra usou a estrutura da Casa Civil para beneficiar a empresa de seu filho.

Até agora foram ouvidas 48 pessoas, entre elas funcionários da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e empresários ligados a José Roberto Camargo Campos, marido da ex-ministra.

Segundo o advogado do casal, Mario de Oliveira Filho, os dois estão em viagem no exterior. Ele sustenta que não há provas contra seus clientes.

O último prazo concedido pela Justiça para a conclusão das investigações vence no dia 15 de março. A polícia ainda analisa o resultado da perícia nos computadores apreendidos na Casa Civil e outros órgãos do governo e pretende tomar novos depoimentos.

A investigação do escândalo que derrubou oito pessoas no governo se arrasta há 120 dias. Caberá ao Ministério Público Federal definir o novo período da prorrogação. No último pedido da PF, a Justiça autorizou a prorrogação por 60 dias, antes disso foram duas de 30 dias.