08 de julho de 2026
Regional

Produtores de macadâmia se únem para incentivar consumo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Produtores de nozes e frutas secas de todo o Brasil estiveram reunidos recentemente para discutir com especialistas e órgãos competentes a melhor forma de aumentar a produção e o consumo dos alimentos no País que ocupa uma das piores colocações no ranking, perde até para a África do Sul. Os benefícios nutricionais e terapêuticos dos alimentos somados à ideia de plantio consorciado são os motes dessa ?campanha?.

A iniciativa da reunião foi da Associação Brasileira da Macadâmia (ABM), que é capitaneada por José Eduardo Camargo. Ele pretende mostrar aos brasileiros que a batatinha frita do lanche pode ser substituída por uma porção de nozes que além de saborosa garante boa circulação do sangue e do nível de colesterol bom.

Especialistas da Internacional Nut Council (INC), segundo Camargo, fazem um trabalho de pesquisa para pautar os produtores oferecendo expectativa de mercado, projeções futuras, ações de marketing e qualidades nutricionais e terapêuticas. O INC está presente em 56 países.

Bancos e representantes do Ministério da Agricultura também estiveram no evento.

Camargo frisa que o Estado de São Paulo é o maior produtor da noz macadâmia do País, graças aos 70 mil pés que ocupam 300 hectares de terra em Dois Córregos e região.

Na Europa e Estados Unidos o consumo per ?capita fica entre 50 e 60 gramas. Os americanos recomendam o consumo de 30 gramas de nozes diariamente para evitar colesterol e uma série de doenças. As nozes fazem parte da dieta saudável deles.

O final da queima de cana programada para os próximos cinco anos vai deixar várias áreas livres do plantio e a noz aparece como uma opção, explica Camargo. "O Estado de São Paulo tem cinco milhões de hectares plantados em cana. Com a proibição da queima da cana, pelo menos 5% dessa área, ou seja, 250 mil hectares de terra não vai ter plantio, porque são áreas de declives, onde a máquina colheitadeira não entra, ou a propriedade é pequena e distante da usina, onde não compensa fazer o corte mecânico. Nesses casos o agricultor vai buscar outra vocação. Pode ser eucalipto, laranja ou macadâmia. O plantio consorciado está acontecendo no mundo."

Ele enfatiza que cada hectare de macadâmia sequestra cerca de três e meia a quatro toneladas de gás carbônico. "É uma cultura ambientalmente correta. Ela melhora a qualidade do ar, além de ser rentável."