? Sakai e o PP
Sobre o comentário de que a direção do PP de Bauru poderia mudar de mãos, divulgada por esta coluna na edição de ontem, dentro de uma perspectiva eleitoral, o vereador Roberval Sakai, presidente do diretório municipal, procurou o JC para dizer que essa possibilidade não existe. Segundo ele, o PP bauruense está muito bem representado, tendo, inclusive, a presidência da Câmara Municipal.
? Carlão e o PP
Sakai comentou ter ouvido do próprio Carlos Octaviani, ex-prefeito de Agudos, que ele teria sido convidado para assumir o comando do PP de Bauru. No entanto, em contato com o diretório estadual do partido, o presidente da Câmara disse ter ouvido que o convite não procedia. Segundo Sakai, para assumir o comando do PP na cidade, Octaviani teria, antes de mais nada, de se mudar para Bauru. Atualmente, ele está em Agudos.
? No Ferradura
Moradores do bairro Ferradura Mirim reuniram-se anteontem, em assembleia extraordinária, no Centro Comunitário, para discutir a formação de chapas para a escolha do novo presidente da associação de bairro. Eles sustentam que a atual presidente da associação, Gisele Moretti, ocupa a função indevidamente por não ter sido eleita pelos moradores. Ela está no cargo desde o ano passado e sua presidência nem registro em cartório teria.
? Irregularidade
O presidente eleito na ocasião, Fábio Rogério Pereira, comenta que ela se aproveitou do fato de a documentação referente à eleição não ter sido regularizada. Segundo ele, por falta de recursos financeiros. Apesar da presença de um bom número de moradores, a decisão sobre a formação das chapas ficou para o próximo sábado, no mesmo local. Como a chave do Centro Comunitário estava com Gisele e ela não compareceu à reunião, os moradores tiveram de ficar do lado de fora do salão.
? "Paternidade"
Outro conflito de paternidade ocorre na Federação das Associações e Entidades da Organização Social do Estado de São Paulo (Faeosesp). Genival Francisco da Silva protocolou na Câmara Municipal, na última sexta-feira, solicitação de cópia dos documentos registrados em nome da entidade nas denúncias contra o secretário das Administrações Regionais, Ricardo Oliveira.
? Ilegitimidade
De acordo com o dirigente comunitário, a verdadeira diretoria da Faeosesp não teria participado da elaboração do documento. Portanto, necessita da cópia do mesmo para conhecer o teor da denúncia para posterior manifestação, no sentido de preservar a imagem da entidade. Quem assinou como presidente da Faeosesp no documento protocolado na Câmara Municipal e no Ministério Público foi Paulo Amaral.
? "Guerras civis"
No pano de fundo destas disputas pelo comando de entidades que, em tese, representam as populações de alguns bairros estão as denúncias contra o secretário da Sear, Ricardo Oliveira. As divergências vieram à tona agora, mas não é de hoje que parte das associações de bairros vivem verdadeiras "batalhas domésticas" pelo seu controle. Algo como ocorre, atualmente, no seio do governo municipal. Nem Gisele nem Paulo Amaral foram localizados ontem pelo JC para se manifestarem.