10 de julho de 2026
Internacional

Rei da Arábia Saudita anuncia novo pacote para evitar revoltas


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Riad - O rei Abdullah, da Arábia Saudita, anunciou ontem novo pacote de medidas sociais para evitar que a onda de revoltas no mundo árabe faça da superpotência petrolífera a sua próxima vítima. O rei, que retornou à Arábia Saudita na última quarta-feira após três meses no Exterior para tratamento médico, ordenou que empregados temporários do governo recebam empregos permanentes. O pacote deverá afetar cerca de 90 mil trabalhadores. Na última quarta, Abdullah, 87, anunciara a concessão de benefícios oficiais no valor de US$ 36 bilhões.

Também ontem, mais de cem intelectuais sauditas publicaram carta aberta ao governo pedindo reformas profundas no país, incluindo a instituição de um regime de monarquia constitucional. A Arábia Saudita é atualmente uma das mais fechadas ditaduras religiosas do Oriente Médio, governada por uma monarquia sunita.

Anteontem, um site opositor relatou a ocorrência de protestos não confirmados da minoria xiita no leste. A possibilidade de os protestos chegarem ao país, detentor da maior reserva mundial de petróleo, é motivo de grande preocupação internacional devido à influência sobre o preço da commodity.

Na última semana, Riad anunciou aumento na produção diária de petróleo para compensar a queda brusca no seu fornecimento pela Líbia. A medida visa conter acelerada alta nos preços internacionais do produto nos últimos dias, quando o barril de petróleo tipo Brent bateu em US$ 120 antes de recuar para US$ 112. No começo de janeiro, custava US$ 95.

Tunísia

Na Tunísia, o estopim das revoltas pelo mundo árabe, a persistência dos protestos populares levou o premiê Mohamed Ghannouchi a renunciar. Na véspera, confrontos no país deixaram cinco mortos.

Ghannouchi era ligado ao ditador Zine el Abidine Ben Ali, deposto em janeiro após quase um mês de protestos. Opositores querem a saída dos membros do governo ligados a Ben Ali e rapidez nas reformas prometidas.