Washington - Apesar de negar planos de intervenção militar por enquanto, os EUA anunciaram ontem que estão reposicionando forças navais e aéreas ao redor da Líbia, aumentando exponencialmente a pressão pela saída do ditador Muammar Gaddafi do poder.
Washington também congelou US$ 30 bilhões em bens do governo líbio, maior quantia do tipo já bloqueada por sanções dos EUA.
Sobre o reposicionamento, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou em Genebra que as forças militares podem ter utilidade em missões humanitárias e de resgate.
Enquanto disse que todas as opções estão na mesa, ela afirmou não haver plano para combate neste momento.
"Nenhum dos países com os quais conversamos coloca a opção militar no topo da lista porque (o resultado) é sempre incerto", disse ela em entrevista à BBC. "E num país como a Líbia, onde não há informação suficiente sobre a situação em campo, seria particularmente difícil."
O comando militar americano não parece confortável com a opção. Há poucos dias, o secretário da Defesa, Robert Gates, disse que alguém que "aconselhar o presidente a mandar um grande contingente dos EUA para Ásia, Oriente Médio ou África deve ter a cabeça examinada".
Ainda assim, a Casa Branca disse estar em discussões no âmbito da Otan (a aliança militar ocidental) sobre opções militares para pôr fim à violenta reação do regime líbio contra manifestantes.
Outro motivo é dar uma resposta política aos que criticam os EUA pela lentidão em apoiar as revoltas árabes.
Zoubir alerta, porém, que já há reações negativas na região em relação à movimentação. "Os EUA estão pensando em levar tropas para as fronteiras da Líbia com Argélia e Egito, mas as pessoas lá não gostam de presença anormal em seus quintais".
O Pentágono não deu detalhes sobre quais forças seriam reposicionadas. Os EUA têm porta-aviões no golfo Pérsico e no mar da Arábia. Sua Sexta Frota naval está baseada no Mediterrâneo - a Quinta Frota fica no Bahrein.