08 de julho de 2026
Geral

Com 73 mortes, Rondon é 5ª mais violenta

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

A Rodovia Marechal Rondon é a quinta estrada paulista mais violenta do Estado, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Transportes. Com 73 mortes no ano passado, a via piorou uma posição. Em 2009 ocupava o sexto lugar, com 75 mortes. As reclamações quanto ao estado de conservação e de recuperação da via são frequentes na região de Bauru.

Pelo segundo ano consecutivo, a Rodovia Anhanguera lidera o ranking das estradas mais violentas do Estado de São Paulo, com 121 mortes em 2010. Vale destacar, porém, que o número de ocorrências com mortes caiu no ano passado caiu 6% em relação a 2009, quando ocorreram 128 acidentes com vítimas fatais.

Apesar de ser considerada a melhor do Estado de São Paulo, a Rodovia dos Bandeirantes foi a que apresentou maior aumento de mortos em 2010 entre as estaduais paulistas - 47,5%. A rodovia, que sequer aparecia entre as dez mais violentas do Estado em 2009, ocupa a 7.ª posição no ranking das dez com mais acidentes fatais, passando de 40 para 59 mortes no ano passado. A Rodovia Dom Pedro, que em 2009 ocupou a 7ª colocação no ranking ao registrar 51 acidentes com mortes, este ano ficou fora da lista das mais violentas.

O fim de semana é o período em que foram registrados o maior volume de acidentes com vítimas fatais nas estradas paulistas em 2010, segundo o levantamento. O sábado foi o dia em que ocorreram mais mortes, com 19,7%, seguido pelo domingo, com 18,2%, e sexta-feira, com 16,9%. Pedestres e motociclistas estão entre as principais vítimas fatais nas rodovias de São Paulo em 2010, com 20% de participação, segundo a secretaria. Os demais condutores representam 32%, passageiros, 22,6%, e ciclistas, 4,5%.


Sem conservação


A falta de conservação da Marechal Rondon pode ter sido decisiva para o aumento do número de mortes no ano passado ante a 2009. Falta de manutenção da via e buracos estão entre as principais reclamações de leitores do JC, que chegam via-email, telefone e cartas, semanalmente.

José Luís de Oliveira define a situação como vergonhosa, em carta veiculada pelo JC. "Será que o pessoal da concessionária Rodovias do Tietê não vê os buracos que estão ao longo da rodovia entre Bauru e Botucatu?", questiona. "Um trecho curto, onde existem três pedágios, e uma rodovia com centenas de buracos, principalmente no sentido Capital/Interior. É vergonhoso tanto buraco assim."

Em 2009, a Rondon foi a campeã de acidentes, entre as rodovias que passam pela região. Dados publicados pelo JC apontam que a via foi a responsável por 32,5% dos acidentes e 36% das pessoas feridas nas cinco rodovias inseridas no perímetro do município - Marechal Rondon, Bauru-Marília, Bauru-Iacanga, Bauru-Jaú e Bauru-Ipaussu. No ano passado, até o final de outubro foram 108 ocorrências e 86 vítimas, sendo 6 fatais. Deste total, a maioria foi registrada no trecho urbano, que tem início no quilômetro 336 e termina no 347.

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Uma em cada cinco mortes é por atropelamento


Uma em cada cinco pessoas que morrem nas estradas paulistas é por atropelamento. Só no ano passado, foram 489 pedestres mortos nas rodovias - alta de 15% em relação a 2009 -, segundo dados veiculados pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os atropelamentos puxaram para cima o índice de acidentes fatais. Dados da Secretaria de Estado de Logística e Transportes mostram que 2.395 pessoas perderam a vida no ano passado, alta de 5% em relação ao ano anterior. O balanço dos acidentes com mortes nas rodovias estaduais paulistas mostra, pela primeira vez, interrupção na tendência de queda da violência no trânsito, que teve início após a lei seca (em junho de 2008). Apesar de também revelar redução de 78% no número de motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes, segundo a Polícia Rodoviária. Os casos de acidentes fatais com motos também subiram no ano passado ? de 466 para 484. Também houve alta de 11% na categoria que a secretaria define como "demais condutores", que envolve tanto motoristas de veículos de passeio quanto os de caminhões, tratores e outros.

O levantamento aponta os "demais motoristas" - sem separá-los por tipo de veículo - como as principais vítimas do trânsito, correspondendo a 32,4% das mortes. Em relação ao ano anterior, os pedestres foram os que mais aumentaram a participação no total de mortos.