11 de julho de 2026
Geral

Ambulantes exigem fiscalização rigorosa no Sambódromo

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Vendedores ambulantes que trabalharão neste Carnaval no Sambódromo, em Bauru, estiveram ontem reunidos com a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas (Lesec) para negociar e contestar detalhes do uso comercial no Sambódromo. Eles reivindicaram fiscalização, para evitar que outros vendedores não cadastrados viessem a comercializar junto ao público no interior do Sambódromo. Também exigiram melhores condições de infraestrutura - como sanitários públicos, iluminação e água encanada - para trabalharem.

Durante o encontro entre ambulantes e integrantes do Lesec, os vendedores ficaram inconformados com informações "de última hora" que receberam. Segundo eles, seria necessário pagar uma taxa de R$ 300,00 à Lesec para poder comercializar no evento. "A gente não foi avisado anteriormente que precisaríamos arcar com taxas, já até demarcamos nossas áreas" , disse o vendedor Clebson Charles de Menezes.

Os ambulantes foram informados, ainda, na véspera do Carnaval, que somente poderiam vender cervejas de duas marcas específicas. "Isso é um absurdo, muitos já compraram até as mercadorias, de outras marcas", contestou Maria Inês Faneco, uma das ambulantes que trabalhará no espaço.

Cerca de 30 a 40 vendedores atuarão nos quatro dias de folia na praça de alimentação do Sambódromo, que receberá a apresentação de desfiles dos blocos e escolas de samba.


Negociação

Por fim, as exigências e contestamentos dos ambulantes foram atendidas pela a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas (Lesec) e pela Secretaria de Cultura. "A forma com que essas informações foram passadas a eles, na véspera do Carnaval, os assustou, mas agora chegamos num consenso", disse o secretário municipal de Cultura, Elson Reis.

Os que possuem autorização para trabalhar nos dias do evento serão contemplados com fiscalização para evitar que outros vendedores "invadam" o local, sem ter arcado com taxa alguma, conforme garantiu a Lesec. "Se nós pagaremos uma taxa para poder comercializar no local, não queremos que outras pessoas de fora venham vender seus produtos aqui", ressaltou a vendedora Maria Inês Faneco.

A fiscalização, portanto, deverá feita pela própria Lesec no interior do Sambódromo, conforme estipulado pelo Termo de Autorização nº 545/11, que responsabiliza a entidade pela exploração comercial da praça de alimentação do Sambódromo durante o evento carnavalesco. A fiscalização externa ao Sambódromo poderá ficar sob responsabilidade da própria prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), de acordo com Elson.

O secretário também ressaltou que sanitários serão fixados no local para uso público, assim como iluminação. Lixeiras também serão providenciadas junto à Emdurb. "Já quanto à água encanada no local, que é uma das reivindicações dos ambulantes, não será possível viabilizá-la, pois, no momento, não há condição técnica nem tempo hábil para providenciar isso", informou.

Quanto à taxa para utilização do espaço, será exigida, segundo o secretário Elson, uma valor de R$ 150,00 e não mais R$ 300,00. O pagamento poderá ser feito ao final de cada dia de evento e dará direito a um espaço em que será possível dividir até entre três comerciantes, conforme alega Elson. De acordo com o Termo de Autorização municipal 545/11, a Lesec assume o compromisso de direcionar todos os recursos captados da exploração comercial do Sambódromo, exclusivamente, para o Carnaval deste ano.

O presidente da Lesec, Avelino de Souza, descartou a exigência dos ambulantes venderem apenas cervejas de marcas indicadas pela entidade. "Todos poderão comercializar as marcas que quiserem", alegou.