07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

?Investigação

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) informa que acatou o parecer do secretário de Negócios Jurídicos, Maurício Porto, noticiado na edição de ontem do JC, e vai determinar a abertura de uma investigação sobre as denúncias feitas por ex-assessores exonerados contra o secretário das Administrações Regionais (Sear), Ricardo Oliveira. Leia na página 3.

?Transparência

O prefeito adotou a atitude que se espera de quem comanda a coisa pública: mandou apurar os fatos. A investigação é um instrumento permanente para garantir um dos preceitos do estado democrático de direito: a transparência dos atos dos agentes políticos investidos de um cargo relevante. Três secretários do governo, a serem definidos, vão atuar no procedimento.

?Interesse público

Na dúvida, especialmente quando se trata do poder público, sempre o melhor é apurar, afinal, quem não deve não teme e cada um deve ser responsável por seus atos. Tanto no caso Sear como nos demais, ao longo da administração do atual prefeito, como nas anteriores, os setores sérios e realmente atuantes em todos os momentos da história da cidade sempre cobraram absoluta transparência.


?Além do público

Porém, a leitura que se fará cada vez mais, pelo que já se viu e pelo que se verá, é que a disputa de pequenos grupos infelizmente não é pelo zelo com os recursos públicos e sim um protagonismo de alguns visando conquistas e  interesses políticos, cargos, benefícios e, é claro, já de olho nas composições para as eleições do ano que vem.

?Reflexão necessária

Se para uns essas movimentações podem parecer precoces, a realidade mostra que os ansiosos se apressam em ocupar espaços, pouco se importando com a cidade. O prefeito, por seu lado, deve pensar na responsabilidade do cargo, em sua liderança como um  todo e aproveitar o desgaste de mais esse episódio (já foram  vários) para fazer uma avaliação de sua trajetória até agora e como conduzirá seu governo nestes próximos um ano e meio, já que a partir de julho do ano de 2012 a sucessão e a campanha pegam fo-go e gestão mesmo só depois do Carnaval, não deste, mas o de 2013.

?E o tempo voa...

Bauru não pode mais pagar um preço tão alto por falta de foco, seriedade e comprometimento do setor público e o povo cobra uma administração ágil, focada nos interesses e demandas da cidade, como saúde, obras, plano diretor, tratamento de esgoto, plano viário e projetos engavetados, modernização e agilização da máquina pública, reforma do prédio da Estação, relações efetivas com os governos federal e estadual e muitos outras demandas deixadas fora da pauta política.

?Só isso não basta

Carisma, asfalto e festas são bons ingredientes políticos, mas estão longe de serem suficientes para um governo ter aprovação popular de verdade, pois nesses itens já tivemos gente mais popular do que o atual prefeito de Bauru e isso não foi o bastante. A cidade está de olho e com certeza cobrará os resultados na hora do voto, no cara a cara com as urnas.