08 de julho de 2026
Regional

Jaú abre desfile com marchinhas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min


O desfile de Carnaval de Jaú (47 quilômetros de Bauru) começou em clima nostálgico. O grupo da Charanga e os Aristocratas entrou na passarela do samba, no Centro Histórico, sob o som de marchinhas que eternizaram a folia nos anos 40. O público não se conteve e ?soltou a voz?, uma interatividade nem sempre presente durante todo o desfile.

O grupo pisou na pista com 23 integrantes de todas as idades. O mais novo deles, Gabriel Vinícius Dias, com 11 anos. Apesar de não serem especialistas em samba, fizeram bonito e não ficaram devendo nada para quem gosta de Carnaval.

Com pouco mais de meia hora de atraso, o desfile começou sob efeito de fumaça e chuva de prata. Um grupo de crianças aproveitou a festa para transmitir uma mensagem educativa para conscientização no trânsito.

Já bloco Afro Amukenguê se somou ao do Centro e, juntos, entraram com 350 integrantes. Mostraram ao público a ?Luta do Povo Exaltando o Candomblé?, com fantasias que faziam alusão ao enredo. O bloco Bocada se juntou à comunidade do Cila Baub e foram para a passarela do samba com cinco alas e cerca de 500 integrantes. O samba enredo contagiou o espectador que seguiu o grupo.

As cultura brasileira foi lembradas e representadas pelo bloco do Patrimônio do Brasil. Com 150 integrantes eles jogaram capoeira e desfilaram com bonecos mamulengos construídos por eles próprios. Recebeu aplausos.

A primeira escola a desfilar foi a Império do Maria Luiza, que entrou na passarela pedindo mais alegria e menos violência. O enredo era o Zumbi: orgulho de uma nação, o orgulho continua. Os 200 integrantes desfilaram em sete alas.

O carro abre-alas exibia um Zumbi feito em papel, trabalho artesanal, que precedia passistas de todas as idades. Tarcila do Amaral de apenas 4 anos debutou dentre as jovens que dominavam o samba no pé. Com muita beleza, as passistas levaram o espectador a arriscar alguns passos na calçada.

Encerrou o desfile a escola Unidos da Vila 15- Corredores do Samba. Os 450 integrantes pisaram na pista para mostrar, por meio de fantasias e alegorias, o conto indígena Tamum.


Blocos

Segundo a secretária da cultura, Jaci Tóffano, neste ano, para se fortalecerem e ficarem mais coesos, os 13 blocos se transformaram em cinco, por meio da união dos grupos. "São blocos tradicionais que se uniram para o desfile. Quem ganhou foi o público que assistiu a um espetáculo melhor."

O desfile foi a mostra de um trabalho conjunto de comunidades e de talentos individuais. "Cada bloco e cada escola usou seus integrantes para a confecção de suas fantasias e alegorias. Foi com muita dedicação que eles trabalharam e colocaram na rua o resultado de seus esforços."

A secretária enfatizou que, apesar de estar somente há três dias à frente da pasta, a única apreensão foi com a chuva. "Tivemos que adiar o desfile que estava programado para sábado, por conta da chuva. Eu só intensifiquei o trabalho da secretaria porque, quando assumi, ele já estava pronto. Fizemos pequenos ajustes, aperfeiçoamos aquilo que já estava sendo feito."