Os furtos em série ocorrido no último final de semana, no Tivoli 1, condomínio de luxo de Bauru, ainda estão sem solução. Uma coisa parece certa, apontam os especialistas, o furto, ao que tudo indica, foi ?interno?, ou seja, o condomínio não chegou a ser invadido.
Uma das linhas de investigação que está sendo perseguida por policiais civis e militares a fim de esclarecer o caso é a hipótese de que pessoas que trabalham ou vivem no residencial teriam orientado os ladrões sobre as casas que estariam vazias durante o Carnaval.
Com informações privilegiadas, os assaltantes teriam agido com tempo e calma para não subtrair aquilo que não os interessava, escolheram dinheiro, jóias e eletroeletrônicos de fácil entrega para os receptadores, tipo notebook.
A hipótese de invasão pelos fundos do condomínio, por meio de um muro que ainda conta com cerca elétrica, foi praticamente descartada por um especialista em segurança, que preferiu não se identificar. Na opinião dele, o volume de objetos levados colocaria em risco a ação do ladrão ou ladrões.
"Se a invasão fosse realmente através de um muro com mais de três metros de altura, todo o material teria que ser passado pelo mesmo local. A hipótese de alguém perceber esse material passando pelo obstáculo é muito grande. O ladrão ou ladrões não se arriscariam. Levaria muito tempo."
A mesma fonte lembra que quatro das casas furtadas ficam muito próximas de um posto de segurança particular do residencial. "O guarda não viu e nem ouviu nada. O alarme e nem a cerca funcionaram, não é estranho? Essas casas ficam a menos de 100 metros do posto", explica.
Pelo raciocínio dele, os ladrões ficaram muito tempo no condomínio e saíram pela porta da frente, de veículo e franqueados por alguém que frequenta e é conhecido dos moradores. "Foram nove casas. Ninguém consegue fazer um ?serviço? desses em pouco tempo. Tem de se considerar que em uma das casas, eles pegaram só os dólares e deixaram valor maior em jóias. Por que? Porque as peças poderiam ser reconhecidas pelas vítimas, já o dinheiro não."
Segundo o especialista, o ladrão ou ladrões escolheram as casas que não tinham alarme. "Grande parte das residências localizadas em condomínios não têm alarme e monitoramento, somente alguns moradores adotam o sistema por precaução. As nove casas não tinham o dispositivo."
Ele explica que se a ação fosse feita sem planejamento prévio, os riscos seriam maiores. "Em uma das casas, os cães foram cuidadosamente colocados em um cômodo enquanto eles agiam. Os animais não apresentaram reação, caso contrário, algum vizinho ou mesmo o guarda poderia ter ouvido."
Por conta dos furtos em série, ontem, os moradores de outros condomínios ficaram mais atentos e por diversas vezes acionaram a polícia com medo de ladrões, mas tudo não passou de suspeitas.