09 de julho de 2026
Articulistas

Lavei minha alma e elevei meu Carnaval

Wilson Carlos de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

De alma lavada. É muito, muito gratificante quando abrimos uma página do JC (07/03/2011) e, de repente, nos deparamos com um "quase" que depoimento de amor e carinho por esta nossa cidade, tão carente de tudo ou até já se acostumada ao nada. O carnaval retornou ao Sambódromo sem recursos no decurso de seu desfilar.

Mas valeu a intenção de que podemos acreditar no renascimento através das cinzas do nosso passado que ainda está tão presentemente se fazendo valer. Basta darmos um belo sopro e das cinzas podermos ver ressurgir uma manifestação do nosso calendário folclórico, que chega a abranger mais de 105 países. Claro que não possuímos o mesmo capital de investimento neste movimento do poder se movimentar com ginga e samba nos pés, com a luxuosidade e pompa das grandes escolas do eixo São Paulo-Rio de Janeiro. Mesmo porque não se não podemos contar com auxílio dos municipalistas, ao menos podemos sentir o movimento dos capitalistas empresariais, que com um pouco de investimento e boa vontade, podem e devem doar mais a sua população do que somente receber. Um carnaval típico do interior como tantos outros neste país de geografia enorme, do Oiapoque ao Chuí. Porque sabemos que poder dar um chuá de alegria para este povo que tanto fez este Brasil crescer em todos nos níveis. Fazendo com que nos esqueçamos mo-mentaneamente que o ano é de muito trabalho e suor, mas que não deve ficar por aí, tão a sós.

Queremos um pouco de paz, harmonia e alegria. Este é o Brasil que os brasileiros fizeram e que lutam para manter, digamos, em pé. As adversidades são muitas e as alegrias são poucas. Mas em nossa cidade pudemos apreciar um pouco de ambas as coisas mescladas em uma só fusão. Somos o Brasil dos brasileiros mostrando que somos negros, mulatos, mamelucos, cafuzos, contudo sem sermos confusos com qualquer outra nação. Valeu, João Jabbour! Já estava passado da hora desta retomada.

Agora é só seguir adiante e criarmos a nossa bandeira do carnaval bauruense e, bravamente, com ou sem recursos, o nosso grito de anos contidos no peito se despertar no uivo de um lobo que espreita a hora certa de nossos divertimentos reivindicar ou, como agora o fizemos, se reinventar... (O autor, Wilson Carlos de Oliveira, é colaborador de Opinião)