09 de julho de 2026
Política

Prefeito é advertido para fim do aterro

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O "prazo de validade" para a operação do atual aterro sanitário é de apenas três anos, segundo a Prefeitura de Bauru. Este foi o acordo assinado, sem discussão pública, pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O vereador Moisés Rossi (PPS) voltou a advertir, ontem, na sessão da Câmara, que o fim o aterro tem prazo definido, menos a ação da administração para resolver o problema.

Ele lembrou que no final do ano passado Cetesb e o município firmaram acordo que limita a vida útil do atual aterro em três anos. "Temos aí pouco mais de dois anos para o esgotamento do prazo e até agora a prefeitura não se manifestou", afirmou.

Para Rossi, será necessário definir a forma para a destinação final do lixo de Bauru. "É preciso ver se será uma usina de processamento, um novo aterro. Mas já passou o tempo para essa definição", observou. "Quanto tempo demora para se construir um novo aterro das proporções necessárias em Bauru? Se começarmos agora, já estamos atrasados", criticou.

O parlamentar cobrou agilidade da prefeitura para resolver o problema e advertiu que, depois, o prefeito não terá desculpa para dizer que não cumpriu sua obrigação. "Onde vamos colocar o lixo daqui dois anos? Isso precisa ser resolvido agora. Não dá para consertar na última hora", ressaltou o vereador.

O presidente da Emdurb, Nico Mondelli Júnior, diz que a empresa municipal ainda não recebeu da Cetesb o acordo determinando o prazo de três anos para o encerramento das atividades do aterro. "Nós entramos em contato com a Cetesb em São Paulo e eles informaram que será encaminhado pela agência de Bauru. Porém, até agora não recebemos nada. Aqui em Bauru, nos pediram para aguardar", disse.

Entretanto, quando foi divulgado o acordo com definição de prazo para utilização do aterro atual, o governo disse que foi firmado ata, com a assinatura dos presentes ao encontro com a Cetesb. Mas Nico alega que a Emdurb não está parada em relação aos problemas do aterro. "Estamos executando o projeto que enviamos para a Cetesb, melhorando a drenagem do aterro, por exemplo", contou. "Também contratamos um estudo, uma sondagem sobre o solo da área ao lado do aterro atual, que deverá receber a nova estrutura", explicou.

Nesse estudo, Nico informa que será avaliado a formação do solo e a existência de rochas que possam prejudicar escavações. "Em seguida, a Cetesb fará estudo ambiental para verificar se a área pode receber um novo aterro", afirmou.

Mas estas intervenções já são atrasadas. Há anos a área anexa ao atual aterro é mencionada pelo governo local como a "solução para o destino do lixo". Mas a Emdurb demorou para elaborar os projetos e, até agora, não concluiu o processo.

Até o líder do prefeito na Câmara, Renato Purini (PMDB), concordou com o comentário de Rossi e reforçou a necessidade de definição da pendência.