Paris - Enquanto países europeus e os EUA não se entendem sobre uma ação militar contra a Líbia, a França deu um passo à frente na questão diplomática e reconheceu os rebeldes do CNL (Conselho Nacional Líbio) como o governo legítimo do país. A França pretende agora enviar uma embaixador a Benghazi, cidade no leste da Líbia que funciona como capital para os opositores.
O reconhecimento foi festejado pelos rebeldes, que esperam a mesma ação de outros países. Eles entendem que uma validação diplomática de vários nações dará acesso ao dinheiro do país congelado no exterior e ao lucro da venda de petróleo. Mas o ato francês não foi acompanhado pela União Europeia nem por outro país.
O Reino Unido afirma considerar que os rebeldes são interlocutores legítimos, mas que não reconhece grupos, apenas Estados. Já os EUA romperam totalmente as relações com o governo líbio e ordenou o fim das operações da embaixada do país em Washington. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que pretende também se reunir com representantes dos rebeldes, tanto em Washington quanto durante viagem ao Egito e a Tunísia na próxima semana.