09 de julho de 2026
Internacional

Brasileiros buscam mais notícias


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Curitiba - A estudante japonesa Kaori Ogasawa, 29 anos, é de Sendai, capital da província de Miyagui, a mais castigada pelo terremoto. Há 11 meses, a jovem vive em São Paulo. Estuda português no bairro da Liberdade (centro da cidade).

Ontem, apesar da tragédia, Kaori sorria, tranquila. "Consegui falar por telefone com meu irmão Hiroshi. Todos os familiares estão bem.??

"É claro que estamos assustados, mas terremotos não são novidade para nós. Sendai sempre tem tremores. Já vi várias casas caindo."

O jornal "Asahi Shimbum", editado no Brasil para a comunidade japonesa, publicou ontem uma versão mural sobre o tremor. Exemplares foram fixados em postes e vitrines de lojas da Liberdade.

Apesar da gravidade da situação, entretanto, o bairro-símbolo da imigração japonesa estava calmo. Segundo Nakazawa, isso decorre do fato de a província de Miyagui ter enviado apenas 4 mil do total de 250.000 imigrantes japoneses que o Brasil recebeu a partir de 1908.

O embaixador do Brasil no Japão, Marcos Galvão, disse que não há registros de vítimas brasileiras no desastre. As regiões mais atingidas, segundo ele, concentram apenas 800 brasileiros dos 254 mil que vivem no país. Em Curitiba, o aposentado Kiyoharu Miike, 63, soube pelo Facebook que o irmão, empresário em Odawara, estava bem. "Nessas horas, a falta de notícia é a pior noticia", afirmou Miike.


Dilma oferece ajuda


A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje ao primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que o Brasil está "à disposição" para "contribuir ao apoio internacional" ao Japão.


Ao menos 378 pessoas morreram, mais de 800 ficaram feridas e 547 estão desaparecidas depois do terremoto e tsunami que atingiram a costa leste do país.

Em carta enviada a Kan, Dilma cita a presença de cerca de 260 mil brasileiros no Japão e afirma ter recebido a notícia do terremoto e do tsunami com "profunda consternação" e que "o governo e o povo brasileiros são tomados hoje pelos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade".

Segundo o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, "ainda não há como avaliar que tipo de ajuda o Brasil vai prestar ao Japão neste momento".

Leia a íntegra da mensagem de Dilma a Naoto Kan:

"Foi com profunda consternação que recebi as notícias das perdas humanas e da destruição causadas pelo forte terremoto e subsequente tsunami que atingiram o Japão, no dia 11 de março corrente.

O governo e o povo brasileiros são tomados hoje pelos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade diante desta calamidade que atingiu o Japão, onde vivem cerca de 260 mil nacionais brasileiros.

Estou certa de que a mobilização, competência e empenho com que a nação japonesa responderá a esse desastre natural permitirão a seu país uma rápida recuperação. Ainda assim, o Brasil se coloca à disposição do governo japonês com vistas a contribuir ao apoio internacional ao Japão."