09 de julho de 2026
Internacional

País alerta para vazamento radiaotivo


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Tóquio - As autoridades do Japão devem liberar um vapor levemente radioativo para reduzir a pressão no reator nuclear Fukushima Daiichi, cujo sistema de resfriamento foi danificado pelo terremoto de magnitude 8,9 e subsequente tsunami que atingiram o país.

A agência de segurança nuclear diz que o elemento radioativo no vapor a ser liberado não vai afetar o ambiente e nem oferece risco à saúde.

Mais cedo, o ministro de Indústria do Japão, Banri Kaieda, disse que um pequeno vazamento era possível.

A usina enfrentou uma falha mecânica no sistema de geração de energia de back up para fornecer água para resfriar o reator, que permanece quente mesmo após ser desligado.

A Tokyo Electric Power Co (TEPCO) disse que a pressão dentro da usina está aumentando e já ultrapassava 1,5 vez a capacidade prevista, com o risco de um vazamento de radiação, segundo agências de notícias japonesas. A TEPCO planeja assumir medidas para reduzir a pressão.

Especialistas dizem que poder haver um vazamento se o nível da água no reator de Fukushima cair e a temperatura do combustível nuclear, apesar disso não necessariamente ocorrer de maneira imediata.

e a pressão crescer no reator, a radiação não vazaria enquanto o reator continuar a funcionar bem", disse.

Ressaltando as graves preocupações sobre um vazamento nuclear, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a Força Aérea dos EUA entregou um resfriador ao Japão para reverter o aumento da temperatura do combustível.

Os reatores fechados devido ao terremoto são responsáveis por 18% da capacidade de geração de energia nuclear do Japão. A energia nuclear produz cerca de 30% da eletricidade consumida no país.

A TEPCO disse que três dos seis reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi estavam ativas no momento do terremoto. As outras três, fechadas para manutenção, não correm risco de vazamento.

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Terremoto pode ter deslocado eixo da Terra


Tóquio - O terremoto pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra, segundo um estudo preliminar do INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia) da Itália.

O INGV, que desde 1999 estudou os diversos fenômenos sísmicos registrados na Itália, como o devastador terremoto da região dos Abruzos de 6 de abril de 2009, explica em uma nota que o impacto do terremoto do Japão sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior de que se tem notícia.

"O impacto deste fato sobre o eixo de rotação foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960", diz o comunicado.