Tóquio - As últimas informações oficiais, divulgadas na noite de ontem pela polícia japonesa, davam conta de pelo menos 1.000 mortos, 947 feridos e 707 desaparecidos. O número de desabrigados e desalojados ainda é imprevisível.
O impacto do tremor, suas dezenas de réplicas, e as ondas gigantes causaram ainda o rompimento da represa Dam, em Fukushima, no Tóquio - O caos tomou conta ontem da Capital do Japão, Tóquio, localizada a 373 quilômetros da região mais devastada pela combinação de terremoto e tsunami, o nordeste do país.
Assustadas com os fortes tremores, milhares de pessoas ocuparam as ruas à espera de notícias. Faltou luz na cidade, e telefones celulares pararam de funcionar; trens e metrô não circularam ontem por toda a tarde.
Segundo a polícia metropolitana, mais de 25 mil pessoas não conseguiram voltar para casa e foram obrigadas a ficar na rua ou no trabalho. Para abrigá-las, escolas e ginásios abriram suas portas. Apesar da orientação do governo para que os cidadãos ficassem onde estavam durante o tremor, muitos voltaram a pé para casa, lotando ruas já entupidas de carros.
Os dois aeroportos da Capital, Narita e Haneda, também foram fechados temporariamente, afetando cerca de 23 mil passageiros. O pior terremoto na história do Japão só não arrasou a Capital graças à infraestrutura dos prédios, que foram projetados para suportar grandes tremores.
Uma refinaria de petróleo perto da cidade, em Chiba, estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.
nordeste do país, alagando diversas casas. As autoridades temem que o número final de mortos ultrapasse 1.000.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, cerca de 200 ou 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, a mais próxima do epicentro. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas. A dimensão dos danos ao longo de uma extensa faixa costeira indica que o número de mortos pode aumentar significativamente.
A polícia disse ainda que ao menos 627 pessoas ficaram feridas.
A Kyodo informou ainda que um número não especificado de casas ficou sob a água depois do rompimento da represa Dam em Fukushima. Não há informações ainda se havia moradores na área afetada ou qual a extensão dos danos.
A cidade foi uma das mais afetadas e teve 3 mil moradores retirados por danos a um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.
"Nós temos uma situação em que um dos reatores não pode ser esfriado", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano. "Nenhuma radiação vazou. O incidente não impõe riscos ao ambiente no momento", garantiu.
Além do tremor, o pior a atingir o Japão e um dos sete mais fortes do mundo, um tsunami de sete metros devastou a costa leste do Japão, deixando um rastro de destruição e arrastando carros, navios e até mesmo casas, além de causar incêndios fora de controle.
O terremoto ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 em Brasília) e teve seu epicentro no oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Desde então, mais de 50 réplicas atingiram o país, muitas delas acima de magnitude 6. O USGS utiliza uma medição baseada na escala aberta de Magnitude de Momento, que mede a área da falha que se rompeu e a totalidade de energia liberada. Nesta escala, um terremoto de magnitude 6 ou superior pode causar danos significativos em áreas populosas.
Horas depois, um tsunami atingiu o Havaí (EUA), sem causar maiores danos. Alertas foram enviados por todo o oceano Pacífico, desde a América do Sul, Canadá, Alasca (EUA) e toda a costa oeste dos EUA. A Indonésia, o Havaí e as Filipinas, entre outros, determinaram a desocupação de áreas costeiras. Países da região como Taiwan, Austrália e Nova Zelândia, no entanto, já suspenderam o alerta.
Por causa do tsunami, a população japonesa foi orientada a fugir de áreas costeiras para terrenos mais elevados.
Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo. A Kyodo também informou que uma embarcação com 100 pessoas naufragou por causa do tsunami.
Tóquio vive um dia de caos
Tóquio - O caos tomou conta ontem da Capital do Japão, Tóquio, localizada a 373 quilômetros da região mais devastada pela combinação de terremoto e tsunami, o nordeste do país.
Assustadas com os fortes tremores, milhares de pessoas ocuparam as ruas à espera de notícias. Faltou luz na cidade, e telefones celulares pararam de funcionar; trens e metrô não circularam ontem por toda a tarde.
Segundo a polícia metropolitana, mais de 25 mil pessoas não conseguiram voltar para casa e foram obrigadas a ficar na rua ou no trabalho. Para abrigá-las, escolas e ginásios abriram suas portas. Apesar da orientação do governo para que os cidadãos ficassem onde estavam durante o tremor, muitos voltaram a pé para casa, lotando ruas já entupidas de carros.
Os dois aeroportos da Capital, Narita e Haneda, também foram fechados temporariamente, afetando cerca de 23 mil passageiros. O pior terremoto na história do Japão só não arrasou a Capital graças à infraestrutura dos prédios, que foram projetados para suportar grandes tremores.
Uma refinaria de petróleo perto da cidade, em Chiba, estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.