08 de julho de 2026
Nacional

?Saidinhas? do pet devem ser evitadas


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São Paulo - Muitos donos de pets preferem criar seus gatos e cães soltos, dando acesso livre às ruas e praças próximas à casa. Mas os hábitos dos chamados animais semidomiciliados podem ser perigosos para bicho e dono: pets ficam expostos a doenças e traumas, e podem trazer zoonoses à residência.

Uma saída para uma noitada no telhado dos vizinhos, por exemplo, expõe seu gato a disfunções graves, como a aids felina, a acidentes e maus-tratos por agressões de estranhos, como atropelamento, envenenamento, espancamento e queda - a maioria desses problemas pode ser fatal.

Para o veterinário Luis Artur Giuffrida , diretor do Hospital Veterinário Escola da Universidade de Guarulhos (UnG), esse modelo de manutenção de animais é totalmente contraindicado. "Entre os inúmeros riscos, destacam-se a possibilidade de contrair doenças infecto-contagiosas pelo contato com outros animais, como raiva, leucemia felina, imunodeficiência e rinitraqueíte, entre outras", enumera.

O especialista lembra que esses hábitos representam a maioria das causas da procura por atendimento veterinário em áreas urbanas.

Cães também correm risco - Mesmo mais acostumados aos passeios, os cães também não estão livres dos riscos. É claro que, quando vacinados e com o controle de pulgas, vermes e carrapatos em dia, a chance de contágio de doenças cai substancialmente, mas isso não os livra do risco de acidentes, como atropelamento ou a ingestão de água ou alimentos contaminados.

Com o controle da coleira, mas sem o controle de vacinas em dia, raiva, cinomose, parvovirose, leptospirose, tumor venéreo viral e hepatite viral são apenas alguns dos males que o cão pode contrair - sem falar em pulgas e carrapatos.

É pela picada desses insetos que doenças infecciosas conhecidas como Erlichiose e Babesiose causam distúrbios graves aos sistemas imunológico e sanguíneo.

A exposição ao calor também é um fator preocupante. Segundo Fabio Navarro, clínico geral veterinário do Hospital Veterinário Sena Madureira, é preciso estar atento a temperaturas altas, ou seja, cuidado extra no verão. "O cão pode ter hipertermia grave, principalmente animais das raças Boxer, Pug, Buldogue e Dogues, que têm dificuldade de perda de calor", alerta. Na falta de atendimento médico adequado, o risco é de morte.

A visita regular ao veterinário, que é recomendada no mínimo anualmente, é suficiente para manter o animal em dia com a vacinação, e manter longe a maioria desses males.

Lembre-se disso antes de deixar seu bicho dar aquela escapadinha.

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Atenção com as doenças


Imunodeficiência viral felina (aids felina) - Causada por vírus com as mesmas características do HIV, que só atinge felinos. Pode ser contraída em briga com ferimentos. A queda da imunidade é um dos problemas; o animal fica suscetível a disfunções. Falta de apetite e diarreia são sintomas.


Rinotraqueíte - Afeta o aparelho respiratório e pode
ser grave em filhotes. Secreção nasal, espirros e conjuntivite são sintomas. O meio de contágio mais comum é o contato com a secreção de outro animal.


Cinomose - Vírus que a desencadeia é transmitido pelo ar. Com perigo de morte, atinge o sistema nervoso dos cães. Vômito, diarreia, febre e dificuldade respiratória são os sintomas. Há vacina contra a doença.


Parvovirose - Doença infectocontagiosa que apresenta mortalidade em 80% dos casos, e atinge principalmente em filhotes. O vírus ataca o intestino dos cães, provocando vômitos e principalmente diarreia, que pode apresentar sangue.