10 de julho de 2026
Política

Servidores rejeitam proposta da prefeitura e tentam novo acordo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Reunidos em assembleia na noite de ontem, servidores municipais rejeitaram a proposta da prefeitura para a pauta de reivindicações apresentadas. De acordo com o advogado do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Sandro Fernandes, os trabalhadores receberam a proposta do Executivo com indignação. Nova rodada de negociação foi marcada para a sexta-feira, às 15h.

A prefeitura sustenta que, como os Planos de Cargos Carreiras e Salários (PCCSs) têm representado reajustes acima da inflação aos servidores, será concedido o reajuste de 0,1% para todos os servidores e até 6,03% - que representa a reposição da inflação - para aqueles que não tiveram reajuste com o PCCS ou ficaram abaixo desse índice. Nestes casos, haverá a compensação, ou seja, se um servidor teve reajuste abaixo da reposição da inflação, será paga a diferença até o índice de 6,03%. Com relação ao vale-compra, serão concedidos também os 6,03% de aumento, o que eleva o valor de R$ 210,00 para R$ 223,00. Já o tíquete-refeição passaria de R$ 6,00 para R$ 7,00.

De acordo com Fernandes, a assembleia dos servidores, que reuniu cerca de 100 pessoas na sede da entidade, decidiu pela manutenção da pauta inicial - reajuste salarial de 35%, aumento do vale-compra de R$ 210,00 para R$ 310,00 e aumento do vale-refeição de R$ 6,00 para R$ 12,00 por dia. "Vamos devolver a proposta apresentada para a mesa de negociação, pois ela não contempla as necessidades dos servidores", pontua. "Oferecer aumento de 0,1% é até inconstitucional, pois não contempla nem as perdas com a inflação. Se alguns cargos receberam aumento superior a 6%, com o proposto pelo município, o servidor vai perder o que ganhou no PCCS", calcula o advogado.

Para a próxima rodada de negociação, o Sinserm vai à mesa com uma comissão ampliada. "E, na próxima segunda-feira, vamos ocupar a galeria da Câmara. No Legislativo há interlocutores do governo, vereadores que fazem a sustentação da administração e queremos dialogar com eles", adianta Fernandes.