Tóquio - Economistas já estimam os prejuízos com a tragédia no Japão em cerca de US$ 200 bilhões (R$ 336 bilhões), o que tornaria a combinação de terremoto de 9 graus e tsunami que atingiu o país há uma semana o desastre mais dispendioso da história.
A título de comparação, esse valor equivale a cerca de um décimo do Produto Interno Bruto brasileiro em 2010 -ou seja, a soma de todos os bens e riquezas que o Brasil produziu no ano passado.
Nas áreas mais atingidas pelas ondas gigantes, a terceira economia do mundo terá de reconstruir sua infraestrutura, incluindo estradas, ferrovias, portos e linhas de energia, numa escala inédita desde a Segunda Guerra. Porém analistas argumentam que, como a região mais afetada pelo tsunami responde por só 4% do PIB japonês, o impacto econômico da tragédia poderá ficar restrito.
Segundo levantamento feito pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia dos Desastres para a rede BBC, o desastre recordista de custos era o terremoto de Kobe, também no Japão, em 1995, que causou danos estimados em US$ 143 bilhões (R$ 240 milhões), em valor atualizado. Em terceiro lugar na escala das despesas com tragédias aparece o furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans (EUA) em 2005 e provocou prejuízos estimados em US$ 140 bilhões (R$ 235 bilhões).
No início da semana, a Moody?s, agência de classificação de risco, advertiu que as necessidades de financiamento do Japão em razão da tragédia podem minar a confiança dos investidores na capacidade de o país honrar seus compromissos.