10 de julho de 2026
Política

DAE é cobrado por escavação na Nuno de Assis

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Os vereadores do PSDB Fernando Mantovani e Marcelo Borges teceram críticas contra o Departamento de Água e Esgoto (DAE), na sessão do Legislativo do dia 14. Eles pontuaram que apesar de registrar lucro - de acordo com reportagem publicada no final de janeiro pelo Jornal da Cidade, o DAE teve saldo de R$ 4,8 milhões em 2010 ?, a autarquia apresenta problemas como falta de material para atender a população.

"Nunca vi um descontrole administrativo tão grande. Só nessa gestão, o DAE teve três presidentes", pontuou Borges. Ele afirmou que munícipes têm procurado a autarquia para fazer a ligação de água para novos imóveis e precisam esperar semanas para que o serviço seja executado. "Alegam que não tem material. Uma autarquia que fecha o ano com milhões, como não tem material? Por que não compra?", questionou.

Já Mantovani afirmou que recebeu denúncia de que a máquina conhecida como "tatuzinho", da Passareli, empresa responsável pela escavação para implantação de interceptores de esgoto na avenida Nuno de Assis, nas margens do rio Bauru, permaneceu parada por alguns dias, no início do mês. De acordo com o vereador, houve um rompimento de uma galeria no local e a escavação teve que ser suspensa.

"A empresa saiu vencedora da licitação, pois apresentou a tecnologia requisitada, que é a de escavação pelo método menos destrutivo, pela máquina Shield Unideutsch, que é conhecido por tatuzinho. É uma máquina cara, a hora de trabalho dela fica em R$ 700,00", observa Mantovani. "O que foi informado é que no texto do contrato não estava especificado quem seria o responsável por uma intervenção, caso a máquina se deparasse com com alguma interferência", pontua o tucano.

Ele ressalta que quando houve o rompimento da galeria, até ser identificado o responsável pelo reparo, se era o DAE, prefeitura ou a empresa contratada, a Passareli, a escavação ficou parada. "Mas o DAE, que é quem fez a licitação, deveria ter feito esta previsão na contratação", afirma.

André Andreoli, presidente da autarquia, explica que na semana passada, a escavação, que é feita por empresa contratada, foi realmente interrompida, pois o equipamento acabou danificando uma galeria de águas pluviais que não estava prevista na planta da escavação. "Mas o problema foi sanado e a escavação foi retomada", garante. O dirigente explica que não houve impasse na resolução do problema. "O incidente ocorreu em uma obra feita pelo DAE, então o próprio DAE arrumou", pontua.

A expectativa do DAE é que no próximo semestre, a empresa já tenha concluído a implantação dos interceptores na avenida. O segundo trecho será executado pela autarquia, com recursos próprios.

Sobre a falta de materiais para as novas ligações de água denunciada por Borges, André relata que houve problemas com um fornecedor, que acabou não entregando todo o produto especificado no contrato. Mas ele pontuou que a questão está sendo sanada.

Segundo a autarquia, do início de setembro até fevereiro, a empresa instalou o equivalente a 1.300 metros de rede, em um total de oito quilômetros contratados a R$ 19,1 milhões em 2010. O trecho da obra será entre a futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, no Distrito Industrial I, e a avenida Nuno de Assis, na altura da quadra 18.

O equipamento Shield Unideutsch, utilizado na obra, vem acompanhado do cravador (macaco hidráulico), o que gera um peso total de 17 toneladas. Os dispositivos irão empurrar os tubos entre os oito poços de emboque e desemboque construídos para essa finalidade nas duas margens do Rio Bauru. Serão 1.107,10 metros de tubulações no subsolo.