07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

? Liberdade religiosa

A Câmara Municipal é a casa do povo e representa sua diversidade. Diferentes classes sociais, escolaridades, raças, credos e convicções ideológicas frequentam o Poder Legislativo. Entre vereadores, católicos, evangélicos, espíritas e ateus convivem no plenário, apenas debatendo ideias. Tem sido assim sempre, felizmente. A espécie de provocação registrada ontem em um dos painéis internos da Câmara serve de alerta justamente para que algo parecido ou pior nunca mais ocorra naquela que é a casa mais significativa da democracia.

? Para não mais ocorrer

A liberdade religiosa dentro da Câmara foi colocada à prova. Não é possível afirmar se foi ato pensado a atitude de cobrir parcialmente um cartaz de festa religiosa da umbanda com outro cartaz com manifestações também religiosas. Porém, a atitude foi, no mínimo, infeliz e vai contra a essência da Câmara. O presidente do Legislativo, Roberval Sakai (PP), afirmou que já tomou providências.

? Protesto no Calçadão

A frente contra a proposta da prefeitura de terceirizar o plantão médico do Pronto-Socorro do Jardim Bela Vista para uma entidade sem fins lucrativos promoverá ato nesta manhã, no Calçadão. Sinserm, OAB Bauru, Conselho Regional de Psicologia e outras entidades colherão assinaturas de populares contrários à medida. E na próxima segunda-feira vão ocupar a galeria da Câmara. O sábado também reserva alguns reuniões de partidos políticos, como o DEM e o PP.

? Cinco depoimentos

O promotor Fernando Masseli Helene vai ouvir outras cinco pessoas sobre as denúncias de irregularidades do caso Sear. O ex-secretário Luiz Ornellas será ouvido na quarta-feira. Também serão chamados Roberto Ruiz Filho, Sérgio Canova e Miguel Fernandes. Será ouvida ainda a servidora Adriana Herrera. O próprio Ricardo Oliveira manifestou seu interesse em dar a sua versão dos fatos. Ele será um dos últimos a serem ouvidos, segundo o promotor para que tenha possibilidade de exercer sua defesa de forma plena.

? DAE e leitura da água

A forma como o DAE decidiu retomar a leitura e processamento de contas de consumo de água na cidade não é unanimidade. O vereador Marcelo Borges (PSDB) diz ter entranhado a falta de discussão, afirmando que a autarquia não consegue resolver nem os problemas atuais, como demora no reparo de vazamentos da rede, quanto mais reassumir uma função que, terceirizada, estava indo muito bem, segundo avalia.

? Estudo e comprovação

Apesar de o DAE pontuar que com a retomada do serviço o preço da fatura (R$ 1,33) que hoje é paga aos Correios vai cair, Borges afirma que não foi divulgado quanto a autarquia iria economizar com a medida. Para ele, é preciso ser colocado à população se a retomada será mais eficiente e mais barata para a cidade. O tucano também pontuou que votará contra qualquer projeto de lei que vise aumentar gratificação para que os antigos leituristas alocados em outras funções retornem às atividades de origem. "A Câmara não é cartório para bater carimbo em proposta", alertou.