11 de julho de 2026
Geral

Audiência pública na Câmara debaterá carreira na Educação


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A partir de hoje, uma caravana percorrerá o Estado de São Paulo promovendo debates a respeito da carreira dos profissionais da educação pública estadual. Nessa caravana, estarão representantes das principais entidades de classe.

Entre outros assuntos que serão tratados nas audiências públicas, estão o resgate dos direitos que foram perdidos pelos profissionais com a entrada em vigor da lei 836/97, a recuperação do poder de compra da categoria e uma participação maior nas decisões que afetam diretamente a Educação.

Em Bauru, a audiência será na próxima quarta-feira, às 9h, na Câmara Municipal. Podem participar todos os profissionais da área da Educação, inclusive os aposentados, da regional de Bauru, que inclui outras nove cidades.

A iniciativa, segundo dirigentes locais, é uma resposta à decisão da Secretaria de Estado da Educação de discutir um estatuto para a categoria sem ouvir os profissionais da área. Segundo Neuza Aracy Costa Sampaio, conselheira do Centro do Professorado Paulista (CPP), as entidades estão exigindo na Justiça a convocação de uma comissão paritária (com representantes do governo e dos profissionais da educação) para discutir a gestão da carreira da categoria.

Entre as reivindicações que deverão ser entregues ao governo do Estado, devem constar a volta da promoção profissional e salarial a cada dois anos de trabalho e não a cada cinco, como ocorre atualmente.

A diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Suzi da Silva, lembra que, antes da aprovação do Plano de Carreira (lei 836/97) não havia limite para a evolução funcional dos profissionais. Atualmente, o teto é o nível 5, sendo que um professor de nível superior começa a carreira no nível 4, ou seja, ele sobe um nível após cinco anos e estaciona. "Do jeito que está, o professor não tem estímulo para continuar se atualizando. Por que ele vai fazer isso se não tem perspectiva de continuar subindo na carreira?", questiona Suzi.

Outra pendência, segundo Idenilde Almeida Conceição, coordenadora regional da Apeoesp, é a diferença salarial entre professores do ensino fundamental. Ele comenta que profissionais que trabalham com alunos de 1ª à 4ª séries recebem menos do que aqueles que atuam com alunos de 5ª à 8ª séries.

"Se o nível exigido de formação é o mesmo, por que a diferença salarial? Por acaso, o médico pediatra ganha menos do que seus colegas por trabalhar com crianças?", compara Idenilde.