09 de julho de 2026
Nacional

Em 2015, faltará água em metade do País

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Mais da metade dos municípios brasileiros (55% do total) terá deficit de abastecimento de água em 2015. Levantamento feito pela Agencia Nacional de Águas (ANA) mostra que são necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões para evitar o risco de um colapso total até 2025.

Atualmente, cerca de 16% das cidades do País possuem algum problema no fornecimento de recursos hídricos.

Para tratar também os esgotos que são jogados novamente nos rios, o que inviabiliza que as águas sejam reutilizadas para o consumo, são necessários R$ 70 bilhões.

Os dados fazem parte do Atlas de Abastecimento Urbano de Água, um mapeamento completo de todos os 5.565 municípios brasileiros, capitaneado pela agência das águas em parceria com instituições federais, estaduais e municipais.


Distribuição


O estudo mostra que o Brasil é um dos países mais ricos em recursos hídricos do planeta, mas o grande desafio do ponto de vista do abastecimento de água consiste no fato da população estar concentrada justamente nas regiões em que a oferta de água é mais desfavorável.

A região amazônica concentra 81% da disponibilidade hídrica do País, mas as regiões com maior densidade populacional, como o Sudeste e o Nordeste, são abastecidas diretamente pela Bacia do Atlântico, que possui apenas 3% das reservas hídricas nacionais.

"Caso não sejam feitos os investimentos, haverá risco de interrupção temporária no abastecimento cada vez mais frequentes. Manobras como rodízio no fornecimento para os consumidores poderão ser cada vez mais utilizadas. Mas não há risco para pânico", afirma Ney Maranhão, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA.

O Nordeste é a região que mais demandará investimentos em captação de água, já que tem as menores reservas: R$ 9,1 bilhões. Já o Sudeste, que concentra a maior parte da população brasileira, precisa de maiores investimentos no tratamento de afluentes.

Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais necessitam de investimentos de R$ 7,4 bilhões em captação de novas fontes de abastecimento.

"O grande desafio dos centros urbanos é buscar novos mananciais que estão cada vez mais distantes. É o caso de cidades como São Paulo, Curitiba, Goiânia, Distrito Federal e Fortaleza, por exemplo", diz Maranhão.