11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Sobre a carta "Seria cômico se não fosse tão trágico"


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Primeiramente gostaria de agradecer pela critica construtiva feita pela professora Flávia Arielo, com o artigo: "Seria cômico se não fosse trágico", em relação ao meu artigo Liberdade Igualdade e Fraternidade, publicado no dia 19 de março. Professora Flávia, realmente seria cômica se não fosse trágica sua infeliz interpretação do artigo Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Acredito que a mensagem no final do artigo: "Agradeço a todos pela devida atenção" não sirva à professora. Por ignorância e por falta de compreensão da sua parte, professora Flávia, você fez do meu artigo uma defesa ao pensamento iluminista difundido na Revolução Francesa, quando o artigo era voltado para os Direitos Humanos, que todos temos direito e, inclusive, os árabes, haja vista os últimos conflitos na região árabe.

De fato, citei os princípios (propriamente ditos e não como foram adquiridos) da Revolução Francesa, mas apenas para me basear historicamente no que viria a servir de apoio na continuidade do artigo sobre Direitos Humanos, onde os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade estão inseridos.

Disse no primeiro parágrafo do artigo que as três palavrinhas possuem campos de estudos muito abrangentes. Os princípios foram implantados na Declaração Universal dos Direitos Humanos em Dezembro de 1948, na Assembléia Geral das Nações Unidas. Cá entre nós, se fossem tão ruins assim estes princípios não seriam utilizados como uma ordem social, implantada por uma Organização Internacional (ONU), que tem como objetivo manter a paz e segurança mundial.

Quanto ao ponto de vista da democracia, vou buscar mais conhecimentos no livro indicado, pois me relacionei com o ponto de vista democrático de Alexis de Tocqueville. Entretanto, me permita dizer: engana-se, professora Flávia. A li-berdade abordada no meu artigo é justamente a de não permitir que o governo entre no cotidiano das pessoas, fato esse que está causando muitas re-voluções populares no mundo árabe. Não coloquei a liberdade como ideia e sim como direito de todos nós. Sendo assim, solidário aos conflitos árabes, ou seja, em prol da liberdade de expressão, escolha, etc.

Na minha humilde opinião, para uma melhor compreensão, caberia uma melhor interpretação do artigo: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Não culpo a professora Flávia ou quaisquer outras pessoas que interpretaram o artigo de maneira radicalizada. Por ser minha opinião e um artigo interpretativo, cabe a cada um se familiarizar com o que entendeu.

Sem mais delongas, disse o brilhante Albert Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original". Se terei ou não direito a réplica não sei, se sim, não a farei, pois ficar dando murro em ponta de faca dói e não sou masoquista. De mentes fechadas este mundo está cheio, por isso não vemos evolução nenhuma na humanidade.

Ver o óbvio quando todos podem ver não é bom. Vou expandir minha mente a outras que também se expandem, enfim, estar em constante evolução, de acordo com que o mundo globalizado exige.


Rafael Ribeiro - aluno de relações internacionais do Iesb-Preve