Santiago - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse ontem que os Estados Unidos esperam transferir a liderança militar na Líbia aos aliados em questão de dias.
Em entrevista coletiva ao lado do presidente chileno, Sebastián Piñera, Obama afirmou que o objetivo militar na Líbia é proteger os civis dos ataques do ditador Muammar Gaddafi e não tirá-lo do poder. Porém, ele disse, a posição norte-americana é que Gaddafi "precisa sair".
Quanto ao prazo para a transferência das operações, Obama disse que "nós (EUA) prevemos que a transição aconteça em uma questão de dias, não semanas".
Com a ajuda de jatos da Espanha, a coalizão internacional lançou ontem o terceiro dia da operação Aurora da Odisseia. O céu de Trípoli foi tomado por aviões da coalizão procedentes de bases na Itália e pelos disparos da defesas antiaérea líbia durante toda a madrugada e parte da manhã.
A troca de fogo ocorreu mesmo com a declaração de um novo cessar-fogo pelo regime líbio, na tarde de ontem. A trégua foi recebida com desconfiança pela comunidade internacional e o conselheiro do presidente americano para a Segurança Nacional, Tom Donilon, afirmou que o anúncio era "uma mentira" e que havia sido "imediatamente violado" pelas forças de Gaddafi.
O maior golpe, até o momento, foi o edifício do complexo residencial de Gaddafi. O ataque gerou duras críticas do governo líbio, que alega que ao menos 48 civis já morreram na ofensiva ocidental.