08 de julho de 2026
Nacional

Ética abre processo contra Roriz

Folhapress
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São Paulo - O Conselho de Ética da Câmara abriu ontem processo disciplinar por quebra de decoro contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). A partir de agora, ela não pode mais renunciar para escapar do processo. Jaqueline foi filmada recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. As informações são da Agência Câmara.

Durante a reunião, o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PDT-BA), defendeu duas mudanças no colegiado: o aumento do número de seus integrantes (hoje são 15 titulares e 15 suplentes) e a possibilidade de gradação da pena.

No primeiro caso, Araújo argumenta que a quantidade limitada de integrantes impossibilita a participação de alguns partidos, como o próprio PSOL, autor da representação contra Jaqueline. Já a gradação da pena é necessária, segundo ele, porque hoje o relator deve se ater à pena sugerida na representação.

"Todas as representações sempre pedem a pena máxima, cassação, e muitas vezes somos criticados porque o representado não foi penalizado. É que muitas vezes ele não merece ser cassado, mas merece uma pena qualquer, como suspensão", argumentou.


Bloqueio dos bens


Ontem, a 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal determinou o imediato bloqueio dos bens em até R$ 300 mil da deputada. Além de Jaqueline, terão os bens bloqueados no mesmo valor o delator do esquema, Manoel Neto - marido de Jaqueline Roriz que pega o dinheiro no vídeo - e o ex-governador José Roberto Arruda. Na decisão, o juiz Álvaro Ciarlini afirma que há indícios suficientes de crimes cometidos pelos acusados.