09 de julho de 2026
Internacional

Libertação de dissidentes presos em 2003 em Cuba é concluída


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Havana - O governo cubano anunciou ontem ter concluído a libertação do grupo de 75 presos políticos condenados em 2003. Embora a soltura dos dissidentes seja vista com bons olhos pela comunidade internacional, a ONG de direitos humanos Anistia Internacional pediu às autoridades do regime cubano maiores garantias para os opositores. Cuba tinha acusado os 75 dissidentes de conspirar com uma potência estrangeira para desestabilizar o governo. O processo foi encerrado ontem ra com a libertação dos dois últimos detidos. "Continuarei a luta pacífica, não violenta, para contribuir para a reivindicação de uma mudança em Cuba pela via democrática e buscando que o governo admita a oposição pacificamente", declarou Félix Navarro, um dos dissidentes libertados.

Tanto Navarro quanto José Daniel Ferrer, ambos condenados a 25 anos de prisão, chegaram a suas casas na quarta-feira. "A luta agora será com mais veemência, mas também com mais maturidade", acrescentou Navarro, pouco depois de ser solto.

As libertações se deram após um inédito acordo mediado no ano passado pela Igreja Católica com o governo de Raúl Castro, que ganhou impulso após crescentes críticas internacionais sobre violações de direitos humanos.

Gerardo Ducos, da Anistia Internacional, instou as autoridades a garantir a atuação da oposição. "O que queremos agora é que as autoridades cubanas não obriguem os ativistas a se exilarem como condição para deixá-los livres, que todos os ativistas pró-direitos humanos possam levar adiante seu trabalho sem medo de ameaças, novas prisões ou julgamentos injustos".