10 de julho de 2026
Política

DAE conserta estrago feito por empresa

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A instalação de interceptores de esgoto na avenida Nuno de Assis, às margens do Rio Bauru, continua gerando discussões. Depois da obra ter demorado quase cinco meses para começar, a máquina que faz a escavação, a Shield Unideutsch, que é conhecido por tatuzinho, já danificou uma rede de galeria que não estava prevista no projeto. Coube ao Departamento de Água e Esgoto o reparo do estrago, para que a obra continuasse. Porém, o vereador Fernando Mantovani (PSDB) já tinha questionado o fato. Para ele, a responsabilidade do conserto teria que ser da construtora Passareli, contratada para a obra. De acordo com o presidente do DAE, André Andreoli, esse ponto será analisado e se for constatado que a responsabilidade é da empresa ela será cobrada.

No entanto, ele pondera que o contrato assinado não esclarece esse ponto. A Passareli foi contratada após licitação realizada pelo ex-presidente da autarquia Rafael Ribeiro. No início deste mês, durante a escavação, uma rede de galeria de águas pluviais que não estava na planta do projeto foi danificada pela máquina e a autarquia providenciou o reparo. "Hoje, o DAE faz os reparos. Isso vai ser questionado, pois se houver o entendimento que a responsabilidade é deles, será cobrado", afirmou Andreoli.

Ele explica que no contrato existe cláusula que traz que caberia ao DAE reconstituir ou fazer as alterações necessárias em galerias conhecidas. "Dá para interpretar que as desconhecidas o DAE também faria ou levar pela outra cláusula de que em caso de danos a responsabilidade é da construtora. É preciso tomar cuidado para não dar interpretação errônea", observa o presidente.

Segundo Andreoli, desde o início das escavações, na última semana da fevereiro, houve apenas um incidente deste tipo. Mas há previsão de mais uma ou duas interferências para galerias, que agora passaram a ser conhecidas. Ou seja, galerias que não estavam previstas no projeto, mas que foram localizadas durante as escavações e precisarão ser removidas. "Assim, elas passam a entrar na movimentação de responsabilidade do DAE", pondera.


Atraso


O presidente do DAE negou que a demora para o início das escavações tenha ocorrido por falta de pagamento de medições já feitas na obra. Recentemente, a autarquia pagou R$ 1,78 milhão de três conferências pendentes. O contrato com a Passareli foi assinado em setembro e a empresa só começou a escavação no final de fevereiro.

Segundo Andreoli, a obra não avançava por conta do período de chuva. "A construtora avisou que não teria condições de executar a obra. A demora foi em relação à chuva. Havia pendências, sim, alguns pontos tinham ficado obscuros, mas eles provaram que era correto", observa. Ele também ressaltou que a construtora está com o cronograma das obras em dia.

Do início de setembro até fevereiro, a empresa instalou o equivalente a 1.300 metros de rede, em um total de oito quilômetros contratados a R$ 19,1 milhões, em 2010. O trecho da obra será entre a futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, no Distrito Industrial I, e a avenida Nuno de Assis, na altura da quadra 18. O segundo trecho da obra na Nuno de Assis será executado pelo próprio DAE.