São Joaquim da Barra - Sorvete de morango, chocolate, abacaxi e limão. Um possível criadouro da dengue vale um picolé desses e de outros sabores em São Joaquim da Barra (271 km de Bauru), com cerca de 45 mil habitantes.
A troca faz parte de uma campanha da prefeitura para alertar sobre os riscos e a forma de combate da doença. A estratégia, que começa neste sábado, será repetida ao longo dos próximos nove sábados. A prefeitura fará um arrastão, porta a porta das casas, e a troca de picolés vai ocorrer na praça central.
Serão distribuídos ao menos 3 mil picolés por sábado. A prefeitura fez uma encomenda de 33 mil sorvetes. "Serão sabores sortidos. A pessoa leva um recipiente que pode ser um criadouro, como garrafa PET, pneu, vasilhas sem utilidade, e ganha um picolé", disse o coordenador de Vigilância em Saúde de São Joaquim da Barra, Flávio Benedito Manhani.
A proposta, segundo o coordenador, é pedir colaboração dos moradores da cidade. Além da troca, haverá exposição de larvas do mosquito e orientações. "Tem gente que não acredita na dengue. A culpa (do número de pessoas infectadas) não é da prefeitura, que tem atuado com frequência, mas da falta colaboração das pessoas", afirma Manhani.
Ele diz que o uso do sorvete é estratégia para atrair a população no combate à dengue na cidade.
De acordo com a Secretaria de Saúde, neste ano, foram registrados 218 casos da doença na cidade - contra os aproximadamente 300 em igual período de 2010.