Na véspera de passar o governo a Jânio Quadros, em 31 de janeiro de 1961, Juscelino recebeu uma informação de José Maria Alkmin de que Jânio faria um discurso agressivo contra ele.
- Vou passar o cargo ao presidente que o povo elegeu. Há muitos anos, neste país, só o marechal Dutra passou o governo. Vou passar também. Quero dar uma demonstração ao mundo de que a democracia funciona no Brasil.
- E se ele fizer um discurso agressivo?
- Dou-lhe uma bofetada na cara e o derrubo no meio do salão. Vai ser o maior escândalo na história da República.
Não houve discurso nem bofetada.
Lúcio Jacomini - do livro Folclore Político, de Sebastião Nery