09 de julho de 2026
Geral

Arquiteto César Augusto Scudeller morre aos 44

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O arquiteto e urbanista de Bauru César Augusto Scudeller, 44 anos, morreu na madrugada de ontem, por volta das 5h, vítima de infarto fulminante. Seu corpo está sendo velado na sala 2 do Centro Velatório Terra Branca e o sepultamento será às 10h30 de hoje, no cemitério Jardim do Ypê.

Após passar mal em sua residência, com queixas de dores no braço e falta de ar, ele foi para o Hospital Beneficência Portuguesa em busca de atendimento. Segundo informações de familiares, enquanto estava sendo avaliado pelo médico, teve um ataque cardíaco e faleceu antes mesmo de ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Formado pela Universidade Católica de Santos, Scudeller atuava no ramo há 19 anos. Desenvolvia trabalhos que englobavam todo o processo da construção, desde a elaboração do projeto até a finalização e design de interiores, tanto na área residencial quanto comercial. Também era professor do curso de design e interiores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Bauru.

Membro da Associação dos Engenheiros Arquitetos e Agrônomos (Assenag), Scudeller procurava sempre participar de eventos ligados à sua área de atuação. A dedicação ao trabalho somada a seu talento profissional resultou no reconhecimento e destaque de seu nome no mercado.

De acordo com Émerson Crivelli, presidente da Assenag de Bauru, a morte de César Scudeller foi uma grande perda para a cidade.

"Bauru teve mais uma grande perda, seu talento se compara ao de Jurandyr Bueno (arquiteto bauruense falecido em fevereiro de 2009). A diferença é que César estava no auge de sua carreira, se destacava com a beleza de suas obras. Ele era um ótimo profissional e um ótimo colega, sempre estava presente nas reuniões e eventos da Assenag", conclui Crivelli.


Auge na profissão


Formado há 19 anos, César Augusto Scudeller estava num momento importante de sua carreira como arquiteto e urbanista. Segundo colegas de profissão, ele buscava o resultado através da valorização da iluminação natural, planejamento e racionalização dos recursos em seus projetos.

Segundo Thaísa Maria Santos Silva, prima de Scudeller, ele deixou um belo trabalho na cidade e pôde mostrar o quanto amava Bauru.

"O importante para ele era ver a satisfação das pessoas. Era uma pessoa muito humana, sempre muito dedicada, ele sempre procurava fazer as coisas com excelência. São infinitas obras feitas por ele na cidade", lembra Thaísa.

Em sua vida pessoal, estava sempre rodeado de amigos e fazia questão de estar próximo de seus familiares. Gostava de fazer caminhadas com os sobrinhos e passava os finais de semana sempre reunido com amigos e parentes.

Rogério Luiz Dametto, cunhado de Scudeller, também conversou com a reportagem do JC e expressou o quanto ele era importante para a família e amigos.

"Ele era muito bacana, um tio excelente. Ele era padrinho dos meus filhos vai fazer muita falta para nós da família e para todos que o conheciam", lamenta.

Emocionada, a noiva do arquiteto falecido ontem, Paula Volpe Vitorino da Silva, disse que eles tinham muitos projetos junto e que iriam se casar neste ano. "Ele era muito querido. Além de lamentar, só tenho que agradecer a Deus por tê-lo conhecido. Ele vai deixar muita saudade", disse.

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Amizade


Com uma vida repleta de alegrias e dedicação profissional, as relações de amizade marcaram a vida do arquiteto e urbanista César Augusto Scudeller. Seu grande amigo João Paulo Braga Araújo, que conviveu com César por mais de 30 anos, lamentou profundamente a morte precoce do amigo.

Para ele, César era como um irmão. Representava a união de todos os amigos, e sempre com muita alegria passava o verdadeiro significado da amizade.

"Ele sempre estava sorrindo. Nunca chegamos a presenciar um dia sequer em que ele estivesse de cara fechada. Ele era muito especial como amigo, como pessoa, como professor. Eu o considerava como um irmão. Ele era um verdadeiro artista para todos nós que conhecemos seu talento", finaliza Braga.