09 de julho de 2026
Internacional

Atentado em prédio do governo mata ao menos 53 no Iraque


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Bagdá - Pelo menos 53 pessoas foram mortas no Iraque ontem quando homens armados fizeram várias pessoas reféns na sede de um conselho provincial em Tikrit, a cidade natal do ex-presidente Saddam Hussein, situada 150 quilômetros ao norte de Bagdá. O sequestro resultou num confronto com forças de segurança que tentaram pôr fim à ocupação do local. Esse foi um dos ataques com mais vítimas em Tikrit desde que um atentado suicida causou a morte cerca de 60 recrutas da polícia, em janeiro, e também o primeiro sequestro no país desde que 52 pessoas foram mortas em uma igreja de Bagdá tomada por militantes da Al-Qaeda, em outubro.

No ataque em Tikrit, os homens armados detonaram carros-bomba, cinturões de explosivos e granadas de mão quando entravam no prédio e aprisionavam as pessoas, disseram autoridades locais.

Os reféns que não morreram nas explosões foram executados pelos invasores, afirmaram as fontes.

A cifra é de 56 mortos e 98 feridos, de acordo com Jasim al-Dulaimi, chefe do centro de operações de saúde na província de Salahuddin, no norte do país. O chefe do departamento de saúde da província, Raed Ibrahim, afirmou que foram 53 mortos, entre os quais policiais.

O jornalista Sabah al-Bazee, que trabalhava para a Reuters e outros órgãos da mídia, está entre os mortos, como também três membros do conselho e sete insurgentes.

"As forças realizaram uma incursão", disse Dulaimi, acrescentando ser difícil identificar todos os corpos, já que muitos ficaram carbonizados nas explosões. Os atacantes estavam vestidos com uniformes das unidades da segurança iraquiana.

Segundo uma autoridade local e uma testemunha, as forças iraquianas invadiram o prédio, o que desencadeou uma batalha. Parte do edifício estava em chamas.


Morte de jormalista


Um jornalista que trabalhava para a Reuters morreu no ataque. Sabah al-Bazee, 30 anos, que colaborava com a Reuters no Iraque desde 2004 e também trabalhava como cinegrafista de outras organizações de mídia, sofreu ferimentos por estilhaços lançados na explosão.