10 de julho de 2026
Internacional

Portugal está determinado a não pedir ajuda externa, diz premiê

Folhapress
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Lisboa - O premiê demissionário de Portugal, José Sócrates, declarou ontem que seu país está "muito determinado" a não pedir ajuda externa, apesar da pressão dos mercados por tal medida.

"O governo não tem nenhuma intenção de fazê-lo", disse o chefe do governo socialista à imprensa. "Estamos muito determinados a impedir que isso ocorra. As condições agravaram-se. Agravaram-se para nossos bancos, nossa economia e nossa República", admitiu ele, no entanto.

A agência de classificação de risco Standard and Poor?s rebaixou ontem em um degrau a nota soberana de Portugal, depois de tê-la reduzido em dois níveis na semana passada.

Como consequência, os juros dos papéis da dívida portuguesa de longo prazo (dez anos) voltaram a subir, chegando ontem a 7,894% contra 7,818% ontem, no fechamento (é três vezes o que paga a Alemanha, por exemplo).


Dilma oferece ajuda


A presidente Dilma Rousseff que chegou à Portugal ontem disse que quer e espera ajudar o país a sair da crise econômica. "Nós vamos fazer tudo o que for possível para ajudar Portugal, dentro da nossa legislação", afirmou.

Segundo Dilma, pelos parâmetros do BC, o Brasil só usa dinheiro das reservas para comprar títulos classificados como AAA. Nesse caso, Portugal está fora. Uma alternativa, disse a presidente, seria a compra de títulos que fossem segurados em ativos, por exemplo.