10 de julho de 2026
Geral

Bauru soma 1.203 casos de dengue: o dobro do total ocorrido no ano passado

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou ontem a confirmação de 208 novos casos autóctones de dengue em Bauru. Desta forma, a cidade totaliza 1.203 casos neste ano, sendo 1.200 autóctones e três importados. O número é quase o dobro do total registrado no ano passado, que foi de 648 casos.

Desde a última terça-feira, a secretaria viabilizou um setor exclusivo nas dependências do Pronto-Socorro Central para triagem de pacientes que chegam com sintomas da doença. Até a tarde de ontem foram registrados 132 atendimentos dessa natureza.

Entretanto, a Secretaria esclarece que as Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família também continuam atendendo aos usuários que apresentem os sintomas da doença, onde receberão atendimento de triagem, e havendo a suspeita, é feita a coleta de material para o teste de sorologia, cujo resultado é apresentado em media num prazo de 3 dias. Nos casos mais urgentes, o usuário passa pelo médico em atendimento no momento.

Enquanto isso, um fato grave chamou a atenção após a visita que um grupo de vereadores fez ao Pronto-Socorro da Bela Vista, na semana passada. A caixa d'água do prédio ficou alguns dias sem a tampa, sendo um alvo fácil para hospedar a larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O fato foi denunciado ao vereador Fernando Mantovani (PSDB) por funcionários do local, que já não bebiam água na unidade de saúde há algum tempo.

O secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, afirmou que não sabia da denúncia, mas que, de fato, a caixa d'água estava com problemas e seria substituída por uma nova, que já havia sido adquirida.

Em nota a prefeitura informou que a caixa d'água passou por duas limpezas nos últimos quatro meses, realizadas pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Porém, na nota também foi informado que a tampa da caixa d'água, que sofreu danos, por ser antiga não foi possível viabilizar sua reposição. Foi improvisado o fechamento com lona e providenciada a compra de uma tampa mais resistente.

Para evitar que o local seja um criadouro e descartar a hipótese levantada por denúncias, a Secretaria de Saúde afirma que acionará o laboratório do Instituto Adolfo Lutz para que seja feita uma análise da água coletada na caixa.