08 de julho de 2026
Nacional

Pedágio pode ser cobrado por km

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O governo paulista vai exigir das concessionárias de rodovias que modernizem o sistema automático de pagamento de pedágios para permitir a cobrança por quilômetro rodado, por faixa de horário ou pelo peso do veículo.

A iniciativa está em resolução assinada na última terça-feira pelo secretário de Estado de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, que cria uma comissão para definir, em 90 dias, os formatos das tecnologias.

Na resolução, Abreu diz que, entre as premissas, estão "garantir aos usuários o menor custo de utilização possível" e "reduzir os custos de operação e manutenção das concessionárias", além de permitir melhor controle do Estado sobre o sistema.

Hoje, há apenas o serviço Sem Parar, que tem aplicação limitada: só permite ao usuário não parar na cabine e não portar dinheiro.

Para se efetivar a cobrança de acordo com o trecho efetivamente percorrido, há, dependendo do modelo adotado, a necessidade de se implantar dispositivos como chip em veículos, pontos de leitura do cartão em diversos trechos da via ou controle rigoroso das entradas e saída.

No Chile, por exemplo, o modelo adotado é o "free flow" (fluxo livre) de pórticos ao longo da via, que leem o chip do veículo e mapeiam o seu trajeto. Na França, o sistema é o controle de acessos - o usuário tem registradas a entrada e a saída da rodovia.Em nota, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias diz ser "compreensível que, após 11 anos, o governo queira atualizar o sistema, levando em consideração avanços tecnológicos."

O movimento é o segundo do governo Geraldo Alckmin (PSDB) no sentido de reduzir as críticas aos valores cobrados nos pedágios. Nas eleições, Alckmin prometeu revisar os contratos de concessão, inclusive para estudar uma forma de rever os índices usados no reajuste.

No último dia 25, a Artesp (agência reguladora de transportes de SP) aprovou a abertura de licitação para contratar a empresa que subsidiária o governo na revisão dos contratos - o trabalho deve durar 18 meses.