Lisboa - O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, dissolveu o Parlamento ontem e convocou eleições gerais antecipadas para 5 de junho, prevenindo o país de que o próximo governo enfrentará uma "crise econômica sem precedentes".
O presidente tomou a decisão num momento em que o país se depara com graves desafios econômicos que ameaçam empurrá-lo para o mesmo caminho da Grécia e Irlanda, na busca de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O primeiro-ministro José Sócrates renunciou na semana passada, depois que a oposição rejeitou as medidas de austeridade propostas por seu governo.
A saída de Sócrates levou ao rebaixamento de Portugal pelas agências de classificação de risco, elevou seus títulos aos valores mais altos desde a adoção do euro e ampliou a pressão para que o país busque socorro externo.
Os desafios econômicos cresceram nesta quinta-feira, já que o país não cumpriu suas metas de déficit orçamentário para 2010.