Em meio a uma dura crise no atendimento de saúde, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) se viu obrigado a disparar com todas as armas. Depois de apostar em um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que elevou a folha de pagamento da Saúde em R$ 8,5 milhões, mas desagradou justamente a classe médica plantonista, o Executivo tenta resolver a falta de especialistas com convênio junto à Fundação UNI, abrindo mais concursos e elevando o valor pago por plantão. Como medida a médio prazo, aposta na abertura de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e na criação de uma fundação intermunicipal. Também está em curso a ampliação do Programa Saúde da Família (PSF). Resta saber quando as soluções começarão a dar resultado.
Rodrigo relaciona uma série de investimentos que a prefeitura tem feito para resolver o problema na saúde. "Estamos com várias frentes de trabalho simultâneas. Estamos construindo quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), três delas em estado adiantado. Estamos licitando obras para ampliação do Programa Saúde da Família que passarão para 25 equipes e me dará uma cobertura de mais de 70% da população", relata.
Entre as UPAs, a que está com as obras mais adiantadas é a do Núcleo Mary Dota. O prefeito calcula que em até 60 dias as unidades serão inauguradas. Já sobre as novas unidades do PSF, ele avalia que até o final deste ano as equipes estarão trabalhando. "Ainda temos na Câmara um processo de lei para contratação de uma entidade para colocação de médico em caráter emergencial no Bela Vista e temos um processo de uma fundação regional, que está bem adiantada e vamos abrir concurso para oito especialidades médicas", observa.
A ideia do Executivo é que tão logo o convênio seja aprovado na Câmara, a Fundação UNI de Botucatu inicie o serviço. A proposta poderia já entrar em discussão na pauta de segunda-feira. Porém, o presidente da Casa, Roberval Sakai (PP), não a relacionou entre os projetos a serem debatidos. A reportagem tentou entrar em contato com o parlamentar, mas até o fechamento da edição ele não tinha retornado os recados deixados.
Rodrigo avalia que a grave situação da Associação Hospitalar de Bauru, que atualmente acumula déficit mensal de R$ 1,8 milhão ao mês, também agrava a situação da rede municipal. "Enfrentamos uma crise que não é nossa. É uma crise de Bauru, mas não da prefeitura, que é a do Hospital de Base. Diminuiu pela metade o número de atendimentos que a gente tinha lá e as pessoas aguardam no Pronto-Socorro para serem internadas no Base ou no Hospital Estadual. Além disso, temos um problema nacional que é a falta de médicos", aponta. "Não estamos parados, já fizemos seis concursos para médicos, aprovamos o Plano de Cargos e Salários. Aprovamos a restruturação da secretária. Estamos nos esforçando ao máximo", defende Rodrigo.