Foi preso na tarde de ontem o homem acusado de ter abusado sexualmente a própria filha de 22 anos ao longo de aproximadamente 13 anos. Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade na edição de ontem, eles viviam na mesma residência, no Mutirão Primavera, em Bauru, e na última quinta-feira a jovem resolveu prestar queixa contra o pai, de 42 anos.
No registro policial, a vítima relata também que seu filho, uma criança de 1 ano e 6 meses de idade, seria fruto dos atos de violência sexual sofridos dentro de casa. Desta forma, o acusado seria, ao mesmo tempo, pai e avô do bebê. Os nomes dos envolvidos estão sendo preservados para evitar constrangimentos à família.
Após a denúncia ser realizada, o acusado não tinha sido encontrado pela polícia. Porém, uma denúncia anônima feita no início da tarde de ontem apontou que o homem estaria em sua residência. Policiais da Base Sudeste da PM conseguiram chegar até o acusado, que estava de saída da casa no Mutirão Primavera.
Detido, ele foi encaminhado para o Plantão Policial. Ele nega que tenha cometido qualquer ato de violência sexual contra a filha e afirma que não é o pai da criança. No entanto, o delegado plantonista Ronaldo Ferreira Divino pediu a prisão temporária por 30 dias do acusado. Após a solicitação ser acatada, ele foi encaminhado para a cadeia pública de Barra Bonita.
Conforme noticiou o Jornal da Cidade na edição de ontem, a jovem que fez a denúncia afirmou que o pai a ameaçava de morte durante os episódios de violência sexual. As intimidações e o estupro seriam também acompanhados de outras formas de agressão física.
Há alguns dias, inclusive, uma das mãos da vítima teria sido machucada durante uma briga com o acusado. E foi exatamente após mais uma briga que ela teria decidido, finalmente, denunciar seu pai à polícia.
Segundo vizinhos, sempre houve a suspeita de que o acusado seria o genitor da criança de 1 ano e 6 meses. Porém, na tarde da última quinta-feira, a jovem teria ido até a casa de um vizinho - com quem teria mantido um breve relacionamento - e dele cobrado o reconhecimento da paternidade da criança.
Depois de provocar um tumulto, ela teria voltado para sua residência, mas horas depois, a mãe do rapaz apontado como responsável pelo bebê procurou a jovem para confrontá-la. Acuada, ela negou a acusação e contou que seu pai a havia estuprado e engravidado. No início da noite da última sexta-feira, a moça abandonou o imóvel carregando o filho nos braços e não foi mais vista no bairro.
As investigações sobre o caso continuarão em andamento por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru.