Brasília - Poucos dias após o Banco Central (BC) anunciar novas medidas para conter o crédito - e, consequentemente, a inflação -, economistas ouvidos em pesquisa semanal feita pela instituição voltaram a elevar suas projeções para a alta de preços. Para 2012, as apostas passaram de 4,91%, na semana anterior, para 5%, mais longe do centro da meta oficial, de 4,5%.
Apesar de mais uma piora nas previsões, o BC vê pressão menor sobre o indicador. E não descarta novas medidas para atingir seu objetivo em 2012. A instituição também avalia ser possível alcançar um resultado melhor que os 5,6% previstos por sua própria diretoria para 2011.
Mas os economistas também pioraram suas apostas para este ano. A previsão passou de 6% para 6,02%.
O BC acredita que o aumento dos juros e a tendência de queda no preço das commodities, a ser confirmada por um indicador divulgado pelo BC antes da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), no dia 20, podem colaborar para a queda da inflação.
Para o BC, um último aumento de juros vai reduzir as pressões inflacionárias provocadas por uma eventual alta do dólar, a R$ 1,70, que o governo espera que aconteça após as medidas de restrição a empréstimos estrangeiros.
A percepção de economistas com o maior percentual de acerto na pesquisa do BC está próxima de 6,5%, limite da meta para 2011. Eles esperam taxa de 6,42%.
Maristella Ansanelli, economista-chefe do Banco Fibra, avalia que o indicador pode chegar a 5,5% em 2012, mas somente com novas medidas do BC.