Parlamentares da Comissão de Meio Ambiente, Saúde, Higiene e Previdência visitaram a sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Bauru, na manhã de ontem. Falta de médicos para o atendimento à população e de viaturas para o trabalho das equipes foram as denúncias que os vereadores Natalino da Pousada (PV) e Giba dos Santos (PSDB) foram verificar. Paulo Eduardo de Souza (PSB), terceiro membro da comissão, não pôde acompanhar os colegas.
Giba ressalta que durante a visita recebeu a informação de que o Samu estaria funcionado com apenas um médico, que é o responsável pela regulação dos pacientes. Assim, a equipe de atendimentos graves, que deve sair para o atendimento com um médico, um enfermeiro e um motorista, estaria trabalhando sem este especialista.
"Na verdade, o certo era ter três médicos. Um para atender o telefone e fazer a regulação e os outros dois para atender as urgências. E nos relataram que está funcionando só com o médico que faz a consulta por telefone. Assim, a equipe só está saindo com enfermeiro e motorista", critica.
Giba também ressalta que foi informado que ao saber da visita dos vereadores à unidade, a Secretaria Municipal de Saúde teria corrido para enviar à base mais um médico. "Tiraram um médico do Pronto-Socorro do Jardim Bela Vista e mandaram para cá. Assim, o Bela Vista ficou sem médico e teve que fechar o pronto-socorro", comenta.
Além disso, o vereador ressalta que a unidade está atuando com poucas viaturas e que a equipe de motocicletas não está atuando. "Só tem uma moto e eles precisam sair com duas", informa. Para Giba, a prefeitura precisa encarar a crise na saúde de forma mais contundente. "O Executivo e a secretaria de Saúde precisam enfrentar com mais firmeza. Quem está pagando é a população", observa.
Remanejamento
Procurado pelo Jornal da Cidade, o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Luiz Antônio Sabbag, explica que houve um problema de encaminhamento da escala e que o Samu tem funcionado com dois médicos.
De acordo com o diretor, desde a semana passada, com o início do atendimento exclusivo para suspeitas de dengue no PS Central, a escala determina que a unidade do Centro deve contar com quatro médicos para atendimento geral e um para a ala exclusiva. Outros dois médicos devem atender ao Samu e outros dois no PS da Bela Vista. Porém, se algum profissional faltar ao serviço, o plantão da unidade do bairro é suspenso e os especialistas realocados, uma vez que a prioridade é o PS Central e o Samu.
Sabbag explica que por motivos que ainda não foram esclarecidos, a unidade central atendia com quatro especialistas, o PS da Bela Vista teria dois médicos apenas no período da manhã. Além disso, um dos atendentes escalados para o Samu não pôde trabalhar, já que estava com suspeita de dengue.
Ao perceber que duas unidades ficariam desguarnecidas, Sabbag determinou logo pela manhã que um dos médicos do PS da Bela Vista fosse atuar no Samu e o segundo, no PSC.
"Hoje pela manhã vi que tinha somente quatro médicos atendendo no Central e precisava ser cinco", ressalta. "Fiquei bravo com isso. Perguntei quem tinha determinado a abertura pela manhã do Bela Vista, porque não teria atendimento à tarde, só no turno da noite", reitera.