08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O que é emergência, Samu?


| Tempo de leitura: 2 min


Estou escrevendo esta carta para fazer uma reclamação sobre um médico do Samu. Hoje (4/04), por volta das 7h da manhã, meu pai ligou para o Samu solicitando uma ambulância para conduzir minha mãe até o pronto-socorro central por causa de um tombo que ela levou da cama. O médico do Samu falou que ia mandar uma ambulância, mas que iria demorar porque o caso dela não era urgente e que iria atenter as emergências primeiro. Pois o que seria urgência? Minha mãe tem 64 anos e é hipertensa diabética. Então nós esperamos até 9h e nada da ambulância chegar e minha mãe continuava com  dor. Então resolvi ligar para o Samu outra vez e quando fui atendida pelo médico perguntei o seu nome e ele se negou a dizer. Pois eu insisti saber o nome dele e ele respondeu que eu não precisava saber o nome dele e me perguntou se eu era a Oscarina e eu respondi: - não, sou a filha dela, eu queria saber se vai demorar muito para a ambulância vir. Ele me respondeu: - eu já falei que o caso dela não é urgente, que primeiro vamos atenter às urgências.

Então eu falei que iria levar a minha mãe de ônibus. Se acontecesse alguma coisa com ela, de quem seria a responsabilidade? Porque se minha mãe fosse esperar todas as emergências, não iria ser socorrida, porque emergência tem  o dia inteiro. Então ele falou: - você não quer mais a ambulância? Quando eu fui falar ele desligou, nem esperou eu terminar de falar. Então eu quero que o prefeito Agostinho e o secretario da Saúde, Fernando Monti, tomem uma providência nesse caso, porque na hora de votar nós votamos neles. Agora tá na hora de eles olharem para a gente pelo menos na saúde.

A minha mãe já foi socorrida e está aguardando a consuta com o ortopedista. Agora, para o médico que me  atendeu e não se indentifico, o caso da minha mãe para ele não era urgente. Então agora vou dizer oque aconteceu: ela trincou o osso da costela e se isso não for urgente para ele, que volte a estudar. Para uma senhora de 64 anos isso é muito sério.


Leila Cristina Mendes - moradora da rua Robson Montagnani