Tóquio - O acidente nuclear na usina Fukushima 1 não deve causar "nenhum impacto sério" sobre a saúde da população do Japão, segundo Wolfgang Weiss o chefe do Unscear (Comitê científico da ONU para efeitos da radiação atômica).
Weiss disse ter baseado sua conclusão nas informações de que a população está sendo exposta a baixos índices de radioatividade.
Ele também disse que, em termos ambientais, o acidente é menos dramático que o de Tchernobil (Ucrânia) em 1986, porém "muito mais sério?? que o de Three Mile Island (EUA) em 1979.
Weiss afirmou que em Tchernobil, um dos primeiros efeitos da contaminação radioativa na população foram problemas na tireoide em crianças. Até agora, nenhuma criança japonesa apresentou sintomas.
Ao comparar os efeitos da radiação sobre os moradores das áreas próximas das usinas em Fukushima e Tchernobil, Weiss disse que na Ucrânia as contaminações aconteceram principalmente pela ingestão de alimentos contaminados com iodo radioativo -principalmente leite e vegetais.
Ontem, o governo japonês informou que peixes encontrados próximo a Fukushima apresentavam quantidades de iodo-131 acima do limite legal.
Segundo Aquilino Senra, professor de engenharia nuclear da UFRJ, as autoridades japonesas devem monitorar por meio de análises por amostragem frutos do mar pescados na região e impedir o consumo de peixes com radiação.
Os danos para a saúde dependem da quantidade de radiação no pescado. Segundo ele, mesmo peixes com índices baixos de radiação devem ser evitados. "Se alguém consumir vai ter algum dano, pode ser só um enjoo ou até uma mutação genética??.