08 de julho de 2026
Geral

Paralisação de médicos é parcial em Bauru

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Reivindicando melhorias nas condições de trabalhos e no pagamento de honorários pelos planos de saúde, médicos da rede suplementar de todo o País suspenderam consultas e procedimentos eletivos marcados para ontem, Dia Mundial da Saúde. Os atendimentos de urgência e emergência, porém, não sofreram alterações. De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), a adesão dos profissionais na cidade de Bauru foi parcial.

O presidente da APM na região, Eduardo Curvello Tolentino, explicou que ainda não há balanço oficial sobre a taxa de participação dos médicos no município. No entanto, pesquisa informal do órgão indica que, de 40 consultórios averiguadas, 33 paralisaram os atendimentos, equivalente a 82,5%. "É um número muito bom, mas que deve ser ponderado porque ligamos para colegas que, em sua maioria, conhecem e compactuam da nossa luta", explica.

Além disso, Tolentino admite que a expectativa é de que a adesão em Bauru esteja abaixo da média nacional, devido à realidade atípica do município. "O convênio predominante por aqui é administrado por médicos e já adota como referência a tabela da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), como preconiza nosso movimento", pondera.

O presidente da APM afirma que esse fator fragiliza a mobilização local, mas destaca a importância da mobilização em solidariedade à categoria e em luta por melhorias nos serviços de Saúde do país. A paralisação reivindica também a inclusão de novos procedimentos médicos na cobertura dos planos, além do fim da influência das empresas no ato médico.

De acordo com Eduardo Tolentino, o balanço nacional do movimento será divulgado na próxima semana. No entanto, outros municípios do Estado de São Paulo, como Jaú, Araraquara e São Carlos já indicam altos índices na adesão ao movimento médico, com taxas que variam de 80% a 100%.

"Nosso principal mérito é a manutenção dos serviços essenciais de urgência e emergência. Não houve registros de reclamações de pacientes que não foram atendidos", diz Tolentino.