09 de julho de 2026
Internacional

Acordo no Congresso dos EUA sobre Orçamento evita paralisação


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Washington - O Congresso dos EUA anunciou um acordo emergencial pouco antes das 23h de ontem (24h em Brasília) para adiar até o fim da próxima semana a suspensão dos serviços do governo federal por falta de financiamento.

O plano é aprovar neste prazo uma proposta de Orçamento para o ano fiscal de 2011 com cortes de cerca de US$ 39 bilhões, o que teria sido aceito por democratas e republicanos, segundo fontes do Congresso.

O acordo deveria ser votado ainda na madrugada de ontem. "Estou satisfeito por anunciar que todo o governo federal continuará aberto amanhã", disse o presidente Barack Obama em pronunciamento.

O tom era de celebração. Diante de um deficit de US$ 1,5 trilhão, o presidente americano afirmou que "a cooperação (partidária) vai permitir o maior corte Orçamentário da história".

Em casa

Devido a disputas entre os dois partidos sobre o tamanho dos cortes no Orçamento, agências federais vinham funcionando desde o final do ano passado por leis de destinação de fundo s temporárias. Até o novo acordo, a meia-noite de sexta era o mais recente prazo final para o financiamento.

Apesar da fala de Obama, não se sabia ao certo o que funcionaria ontem. Funcionários federais afirmaram que receberam orientação de não trabalhar no final de semana - com ou sem acordo entre os partidos.

A disputa coloca em jogo o trabalho de cerca de 800 mil funcionários federais, que ficariam forçados a ficar em casa sem pagamento por tempo indeterminado até que outra lei de fundos passasse no Capitólio.

Apenas serviços essenciais, como policiamento, saúde e bombeiros, seguiriam funcionando.

Divisão ideológica

A disputa entre os dois partidos, ao final, parecia restrita ao conteúdo dos cortes, mais particularmente sobre fundos enviados a grupos de saúde feminina como o Planned Parenthood ("paternidade planejada").

A questão, de fundo ideológico, é que o Planned Parenthood, além de saúde preventiva, lida com abortos.

Apesar de não usar verba pública para esse fim, conservadores viram na elaboração do Orçamento uma oportunidade para cortar financiamento federal.

Se não tivesse saído um acordo, seria a primeira vez em 15 anos que o governo sofreria impacto do tipo.

Entre novembro de 1995 e janeiro de 1996, a Casa Branca democrata e o Congresso republicano tiveram outra disputa pelo Orçamento.

O duelo sobre o Orçamento foi o maior teste político para os dois partidos desde que os republicanos assumiram o poder na Câmara e obtiveram grandes ganhos no Senado nas eleições do ano passado, com promessas de reduzir o tamanho do governo federal.