Houston - Ontem, no mesmo dia em que a Rússia comemorou os 50 anos da primeira viagem ao espaço, a Nasa anunciou (com holofotes) o destino dos seus ônibus espaciais - os "shuttles" - aposentados.
O Discovery, recém chegado da sua última missão, em 10 de março, irá "descansar" no Instituto Nacional Smithsonian, na Virgínia.
O ônibus Endeavour, que se prepara para um voo de despedida no fim deste mês, ficará exposto no Centro de Ciência da Califórnia.
E o Espaço de Visitação do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, abrigará o Atlantis.
Isso quando essa nave voltar do sua última viagem, programada para junho.
Já o protótipo de ônibus espacial Enterprise, que já estava no Instituto Nacional Smithsonian, na Virgínia, vai mudar de endereço.
A nave será deslocada para o Museu Intrepid do Mar, Ar e Espaço, em Nova York. A corrida pelo abrigo das naves envolveu 20 museus de ciência dos EUA.
"Foi uma decisão muito difícil, tomada considerando o público americano??, declarou Charles Bolden, administrador da Nasa.
Concorrência
"Nossas escolhas tiveram base nos museus que oferecem melhores condições de acesso a visitantes dos EUA e de outros países", disse. Durante o anúncio dos contemplados, havia torcida espalhada por diversos museus dos EUA.
O anúncio, claro, desagradou muita gente e gerou manifestação em redes sociais.
"Não acredito que o JSC (Centro Espacial Johnson, da própria Nasa) não conseguiu nenhum. Nós é que desenvolvemos o "shuttle?!??, reclamava um internauta.
Mensagens do tipo "Estou com o coração partido" e "A Nasa não tem coração" também apareceram na internet.
O programa completou 30 anos com mais de 130 viagens, que levaram cerca de 350 tripulantes ao espaço.
Com o corte de recursos recente sofrido pela Nasa, o programa ainda não visualiza um substituto. Dos ônibus espaciais fabricados pela Nasa, dois não estarão em museus.
O Challenger explodiu no ar em 1986, pouco após a decolagem, na décima missão. O acidente matou sete tripulantes - incluindo Christa McAuliffe, que seria a primeira professora no espaço.
Outro acidente, em 2003, destruiu o Columbia na volta à Terra. Novamente, sete pessoas morreram.