Prevista para ser realizada amanhã, a reunião entre a prefeitura e representantes de médicos da rede municipal foi adiantada e deverá ocorrer ainda nesta manhã. Em pauta, a posição da prefeitura em aumentar o valor pago pelos plantões extras. De acordo com o prefeito, o município deverá chegar perto dos R$ 1,2 mil pleiteados pela categoria. Por sua vez, os médicos reafirmaram, em reunião realizada na noite de ontem, que aceitam atuar no Pronto-Socorro do Jardim Bela Vista, desde que a prefeitura reajuste o valor pago pela jornada extra, que hoje está na casa dos R$ 600,00. Se o acordo avançar, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) adiantou que pode até retirar o projeto de lei para contratar a Fundação UNI.
"Dependendo de como for a negociação, dá até para retirar. Agora, preciso ter uma segurança, uma tranquilidade de que os médicos vão realmente atender. A população não pode ficar na mão", ressalta o prefeito.
Na noite de ontem, médicos, Sinserm, membros do Conselho Municipal de Saúde, Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central e os vereadores Moisés Rossi (PPS) e Fernando Mantovani (PSDB) participaram da reunião, onde seria assinado um documento, no qual os médicos reafirmavam o posicionamento de cumprir a escala no Bela Vista, desde que a prefeitura reajuste o valor, conforme o já adiantado em manifesto entregue à Câmara na semana passada. Porém, os médicos informaram que não foram chamados para a reunião com o Executivo.
De acordo com o médico João Sérgio Carneiro, a escala para o PS do Jardim Bela Vista já está pronta. "Vamos fazer hoje (ontem) um documento, mostrando à população que o manifesto não é brincadeira", defende. Para ele, o município tem que acenar com o aumento do plantão. "Se a prefeitura pagar um valor justo, terá médico", pontua.
De acordo com o prefeito, na reunião entre a categoria e o Executivo será informado que o valor do plantão terá reajuste. "Vamos fechar o novo projeto do plantão, que deve ser uma emenda para o projeto que já está na Câmara", informa. Pela proposta que tramita no Legislativo, o valor do plantão extra subiria para R$ 840,00. "Avançou bem a discussão. Parece que os médicos já estão com uma escala pronta, apesar de ainda não ter nos entregue nada. Eles querem uma série de garantias. Afirmei que não podemos dar garantias, mas vamos mandar a emenda para a Câmara e tenho certeza que os vereadores serão sensíveis a essa matéria e darão uma solução rápida", avalia.
Apesar de não relatar algum número, o Rodrigo sinaliza que pretende oferecer valores próximos aos exigidos pelos médicos. Eles pedem que a prefeitura pague o mesmo que o seria destinado à Fundação UNI para cada médico: R$ 1,2 mil. "Acredito que vamos chegar muito próximo disso. Precisaremos rever alguns investimentos da secretaria. Mas, pelas nossas análises, dá para ficar dentro do orçamento", adianta.
Premiação
O prefeito relatou que também estuda retirar a premiação que consta no projeto de lei, que prevê uma bonificação de R$ 4,00 para cada atendimento na urgência e emergência. De acordo com o chefe do Executivo, a premiação pode ser remanejada para os médicos que atendem nas unidades básicas. "Se a gente subir muito o valor do plantão e ainda dar o prêmio de incentivo, vai ficar muito fora. O valor do plantão vai ficar muito mais alto do que o médico que atende regularmente", observa.