11 de julho de 2026
Nacional

Rio: segurança é preso por vender o revólver 38 usado no massacre

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O homem que vendeu um revólver 38 a Wellington Menezes de Oliveira, 23, disse que, se adivinhasse como sua arma seria usada, não a teria vendido e teria entregue o jovem à polícia. "Eu não matei ninguém. Ele não falou que era pra isso, falou que era pra defesa pessoal", disse Manuel Freitas Louvise, 57 anos, preso ontem.

Wellington usou o 38 no ataque que deixou 12 estudantes mortos na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio.

Louvise foi preso em sua casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã de ontem. Ele disse que trabalhava na mesma empresa que Wellington e vendeu a arma em setembro de 2010, pois precisava de dinheiro para consertar um carro. Ele tinha o revólver desde 1978.

Segundo o suspeito, Wellington disse a ele que se mudaria para Sepetiba e precisava de uma arma para sua segurança. "Se eu pudesse adivinhar o que iria acontecer não tinha vendido", afirmou.

"Ele quase não conversava com ninguém. Eu conversava com ele na portaria e ele falou que precisava de uma arma. Eu precisava de dinheiro", disse Louvise, que tem um neto de 12 anos, idade de uma das vítimas do massacre em Realengo.

Quando recebeu a notícia sobre o crime, Louvise disse que "foi uma tristeza imensa". "Se eu adivinhasse, eu mesmo entregava ele". De acordo com Louvise, Wellington o teria "aliciado" durante dois meses para que vendesse a arma, mas não deu detalhes do que acontecia.


Crianças internadas


A Secretaria de Estado da Saúde informou que cinco crianças feridas na tragédia de Realengo permaneciam internadas ontem. Quatro ainda estão em CTIs de hospitais da rede estadual. J.O.S., de 14 anos, passa bem, lúcido e orientado, no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres; L.V.S.F., de 13 anos, respira sozinho, com quadro estável em observação permanente no pós-operatório da neurocirurgia,; T.T.M., de 13, está estável, lúcida e orientada; E.C.A.A., de 14, apresenta estado regular, respira sem ajuda de aparelhos e D.D.V., de 12, continua evoluindo bem, em leito de enfermaria no mesmo hospital.

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Corpo de Wellington segue no IML


Rio - A Polícia Civil do Rio informou que nenhum parente de Wellington Menezes de Oliveira havia ido ao Instituto Médico-Legal (IML) até a noite de ontem em busca do corpo do atirador. Se não houver procura até o próximo dia 22, Wellington será enterrado no Cemitério de Santa Cruz como "não reclamado", com as despesas pagas pelo governo, conforme procedimento usual.