08 de julho de 2026
Nacional

Brasileiro cria plataforma de acesso à rede


| Tempo de leitura: 3 min

Boston - Uma plataforma que permite o acesso à internet por meio de chamadas telefônicas comuns está sendo lançada pelo Media Lab, um dos principais fronts de pesquisa na interação entre homens e máquinas nos EUA.

O pai do projeto é o brasileiro Leo Burd, 40 anos, que criou o VoIP Drupal após anos buscando alternativas aos telecentros, proposta de universalização da Internet no Brasil e em partes do mundo.

A frustração com o modelo vem de quando Burd coordenou uma ONG que montava escolas de informática, parecida com os telecentros, em favelas de São Paulo. "Percebia várias deficiências no modelo, mas não sabia resolvê-las??, diz Burd, o único brasileiro na equipe fixa do Media Lab. O laboratório é uma usina de ideias no MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A lista de problemas que o pesquisador cita inclui o alto custo de manutenção dos centros, a dificuldade de acesso para quem mora mais longe ou tem obstáculos à locomoção e o despreparo de alguns usuários para utilizar a rede.

O cenário o levou a procurar o doutorado fora do Brasil e pesquisar uma plataforma mais simplificada, que seja acessível não só via internet e e-mail, mas também por telefone fixo ou celular.

O nome do projeto vem das tecnologias VoIP (telefonia via internet) e Drupal, uma gama de ferramentas para construir sites e plataformas na internet.

Correio de voz

O correio de voz é a base da ideia: o VoIP Drupal permite que o conteúdo de um site seja convertido em mensagem de voz, a baixo custo, e acessado por telefone ou e-mail. Além disso, a plataforma também cria para cada usuário uma caixa postal, mesmo que ele não tenha telefone.

Burd lembra que já há familiaridade dos usuários com a telefonia e que os telefones são muito mais presentes do que computadores e conexões rápidas. Além disso, não é preciso saber ler para acessar os conteúdos.

Questionado se investir em telefonia, e não em internet, não seria um retrocesso, Burd diz que seu projeto não eliminaria os telecentros, mas os complementaria.


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Maior desafio para China é alta
da inflação, garante o BC chinês

Washington - O vice-presidente do o Banco do Povo da China (PBoC, banco central do país, na sigla em inglês), Yi Gang, disse ontem que o maior desafio para a China hoje é o aumento da pressão inflacionária.

A inflação do país cresceu 4,7% no último trimestre de 2010 e 5% no primeiro trimestre de 2011. No mesmo período, a economia chinesa cresceu 9,7% na comparação com o ano passado. Segundo Gang, a inflação se tornou uma questão importante tanto para os países desenvolvidos como os emergentes.

"O governo chinês tem adotado medidas para lidar com as pressões inflacionárias. Esforços têm sido feitos para melhorar a produtividade e assegurar que a oferta adequada de produtos agrícolas.

Além disso, o PBC tem perseguido uma política monetária prudente", afirmou Gang, em discurso feito esta tarde durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), que termina hoje.

Entre as medidas está o aumento da taxa do compulsório bancário, que agora está em 20% para a maioria dos bancos. No ano passado, o PBoC elevou o compulsório seis vezes. Já as taxas de juros de referência para empréstimos e depósitos subiu três vezes desde outubro do ano passado. Além disso, a instituição também ordenou que alguns bancos tenham reservas de capital adicional acima e além da taxa do compulsório oficial.

O controle de capitais deve continuar em aberto para debates pelo FMI, que deve se aprofundar no tema, informa o Comitê Monetário e Financeiro Internacional da instituição, em comunicado divulgado neste sábado.

O assunto foi um dos mais discutidos durante os encontros de primavera do FMI e Banco Mundial (Bird), que começaram anteontem.