09 de julho de 2026
Cultura

Fãs de Bauru cantam parabéns ao Rei

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Pa-ra-li-sa-da. Foi assim que Sônia Tebet Mesquita, 59 anos, ficou ao ver Roberto Carlos entrando pela porta de sua casa em 1965. Fã do cantor desde a adolescência, a bauruense teve o privilégio de receber o rei em sua primeira passagem pela cidade. Mas o encantamento era tamanho que a jovem não conseguiu expressar sequer uma frase completa.

"Eu estava em choque, quase morri quando o vi na minha frente, fiquei muda, não conseguia falar nada. Ele que foi até mim para conversar e eu só concordava com a cabeça, não emitia um som", recorda a fã sobre o encontro com o músico, que completa 70 anos nesta terça-feira, dia 19 de abril .

Consciente da admiração que a filha nutria por RC, foi o pai de Sônia, "seo" Camillo, quem arquitetou o encontro. "Ele falou com o Horácio Cunha, que era quem estava trazendo o show por meio da Rádio Emissora Terra Branca. Então, ele passou em casa, comeu alguma coisa, tirou fotos, deu entrevista para a rádio pelo telefone lá de casa. Mas o melhor foi ele querer voltar depois do show e cantar para nós, em primeira mão, a música ?Mexericos da Candinha?", narra sobre o dia da apresentação, realizada durante a 1.ª Feira Industrial.

Sônia assistiu ao rei outras vezes, já mais crescida, mas afirma que se hoje tivesse a oportunidade de tê-lo frente à frente, tudo seria diferente. "Essas relações que a gente estabelece com ídolos é uma coisa única, que chega a não dar para explicar. Hoje, eu estaria mais preparada para enfrentá-lo, conversar com ele, hoje sou mais controlada", brinca.

As músicas do Roberto Carlos seguiram sendo a trilha-sonora da família da bauruense que, ainda hoje, guarda um carinho especial pelo Rei. "Na adolescência, quando o via na TV era aquela histeria, euforia. Lembro que estreei minha vitrola elétrica com um disco dele. E ainda hoje, quando passam os shows dele na TV, me sento com o meu pai para assistir. A admiração persiste", finaliza.